A fêmea de elefante-marinho-do-sul flagrada bocejando e coçando a cabeça em uma praia de São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina, é o mesmo animal que perdeu um filhote em Jaguaruna, no Sul do estado, no fim de setembro. A conclusão foi divulgada pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), com base em marcas naturais identificadas no corpo do animal. A distância entre os dois municípios é de aproximadamente 320 quilômetros.
A fêmea foi avistada pela primeira vez em 25 de setembro em Jaguaruna. No dia seguinte, o filhote nasceu na praia, evento descrito por pesquisadores como raro no litoral catarinense, já que a espécie costuma se reproduzir em colônias na Patagônia Argentina. Dois dias depois, o PMP informou a morte do filhote, cujo corpo foi encaminhado à Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Os exames apontaram que o animal morreu após ser atacado por cães.
A coordenadora do PMP-BS no trecho que inclui São Francisco do Sul, Jenyffer Vierheller Vieira, explicou que a fêmea havia acumulado reservas energéticas para o período de amamentação e, por isso, pode permanecer descansando na região por algum tempo. Segundo ela, o animal busca praias mais isoladas ou menos urbanizadas para se sentir seguro. A última vez que o elefante-marinho foi visto foi na quarta-feira (7), na praia de Ubatuba, em São Francisco do Sul.
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