A irmã de Antonio Nunes Batista, de 40 anos, morto após ser baleado por policiais militares na Vila Dionísia, na Zona Norte de São Paulo, no dia 3 de outubro, questionou publicamente a conduta dos agentes. Isabel Nunes Batista afirmou que o irmão tinha esquizofrenia e disse que os policiais poderiam ter tentado outras formas de contê-lo antes de disparar.
Imagens obtidas pela TV Globo mostram Antonio já caído no chão após ser atingido por uma arma de choque quando os disparos começam. A perícia recolheu 24 estojos de munição calibre .40 no local. Uma barra de ferro citada pelos policiais no boletim de ocorrência não foi listada entre os objetos apreendidos pela perícia. Os três PMs que efetuaram os disparos não usavam câmeras corporais.
O professor de Segurança Pública da Fundação Getulio Vargas Rafael Alcadipani disse que a situação não é normal e que o protocolo da Polícia Militar costuma prever dois disparos para neutralizar uma ameaça. A Secretaria da Segurança Pública informou que os policiais envolvidos foram afastados preventivamente e que o caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, com inquérito policial militar aberto paralelamente.
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