O Comitê Nobel norueguês vai anunciar o vencedor do Prêmio Nobel da Paz na próxima sexta-feira, dia 9. Especialistas ouvidos pela Reuters avaliam que Donald Trump tem chances muito baixas de ser premiado, em parte porque os Estados Unidos estão em conflito com o Irã. Mesmo assim, a influência do presidente americano deve pesar nas deliberações dos cinco integrantes do comitê.
Entre os nomes mais citados estão o papa Leão XIV, apontado como um defensor do diálogo e da paz, e a italiana Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados. O Tribunal Penal Internacional e a Corte Internacional de Justiça também aparecem como possibilidades, especialmente num momento em que Washington amplia pressões contra essas instituições.
A edição de 2025, concedida à opositora venezuelana María Corina Machado, é considerada um caso fora do comum nos 125 anos do prêmio. Semanas após receber a premiação, Machado entregou sua medalha de ouro a Trump. O episódio, segundo o diretor interino do Instituto de Pesquisa da Paz de Oslo, Haakon Gjerloew, deve influenciar as considerações do comitê neste ano. Organizações como as Salas de Resposta de Emergência do Sudão e a ONG Save the Children também estão na lista de candidatos.
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