Marinalva Freitas e José Luiz, moradores de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, tentaram engravidar durante sete anos sem sucesso. Casados há 11 anos, os dois passaram por exames e consultas médicas, mas nenhuma causa para a infertilidade foi identificada. A experiência com irmãos adotivos levou Marinalva a propor a adoção ao marido, que acabou aceitando pesquisar sobre o assunto.
O processo até a habilitação levou mais de dois anos. Em março de 2022, o casal começou a participar do Grupo de Apoio à Adoção de Três Lagoas. Em junho de 2023, protocolaram o pedido de habilitação, que foi concedido no fim de fevereiro de 2024. No dia 26 de março daquele ano, o cadastro foi inserido no Sistema Nacional de Adoção e, cerca de duas horas depois, o Fórum de Campo Grande ligou para apresentar um bebê de seis meses. Dois dias depois, o casal foi buscar o menino, que recebeu o nome de José Neto.
Em maio de 2025, Marinalva e José Luiz voltaram à fila de adoção com o desejo de ter uma filha. Em 12 de junho de 2025, com o casal em terceiro lugar na fila do município, os dois pretendentes à frente haviam declarado preferência por meninos. Uma bebê de dez dias, entregue voluntariamente para adoção, foi então encaminhada à família. No dia seguinte, Glória chegou à nova casa com apenas 11 dias de vida. José Neto tinha 1 ano e 9 meses ao conhecer a irmã.
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