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Compra de votos em 2026 revela um sistema em que dinheiro já não é suficiente

A afinidade entre os envolvidos, a falta de compromisso e a disputa pelo dinheiro ajudam a explicar por que antigos métodos de negociação eleitoral podem ter fracassado.

Compra de votos em 2026 revela um sistema em que dinheiro já não é suficiente
Foto: Divulgação

As eleições de 2026 trouxeram uma reflexão que merece ser feita, principalmente por quem acompanha a política de perto e conhece os bastidores das campanhas eleitorais. O velho sistema de compra de votos, baseado na distribuição de dinheiro, na contratação de lideranças e nas promessas de apoio político, parece ter encontrado dificuldades que muitos dos seus próprios operadores talvez não esperassem. Pelo menos para alguns, a fórmula que durante anos foi tratada como garantia de sucesso já não produziu os resultados desejados.

Há muito tempo defendo uma tese que ajuda a compreender esse fenômeno. Não basta ter dinheiro para comprar apoio político. É preciso existir afinidade, confiança e, principalmente, comprometimento entre aqueles que participam do esquema. Quando esses elementos não existem, o dinheiro pode até circular, mas o resultado esperado por quem financia a operação nem sempre aparece.

É justamente aí que começa o problema para quem acredita que uma eleição pode ser resolvida apenas com recursos financeiros.

Uma liderança comunitária, um cabo eleitoral ou qualquer pessoa envolvida nesse tipo de negociação pode receber dinheiro e, ainda assim, não trabalhar com o empenho esperado. Se ela não se sente parte do grupo, se não possui vínculos reais com o candidato ou não acredita no projeto político que está sendo vendido, dificilmente terá disposição para multiplicar votos, convencer eleitores e assumir compromissos que vão além do interesse financeiro.

Em outras palavras, quem compra apoio pode até conseguir uma promessa, mas não necessariamente consegue lealdade.

E existe uma diferença enorme entre alguém que recebe para participar de uma campanha e alguém que realmente veste a camisa de uma candidatura. O primeiro pode enxergar aquela relação como uma oportunidade passageira de ganhar dinheiro. O segundo, quando acredita no projeto, costuma se envolver, conversar com as pessoas, defender ideias e trabalhar espontaneamente pelo resultado.

Isso não significa justificar a compra de votos, que é uma prática ilegal e uma agressão à liberdade do eleitor. Significa compreender por que determinados esquemas, mesmo quando movimentam grandes quantias, podem terminar em fracasso.

O dinheiro compra uma promessa, mas não garante o compromisso.

Outro aspecto que merece atenção é a possibilidade de desvios dentro dos próprios esquemas de compra de votos. É nesse ponto que aquela velha expressão popular encontra espaço para uma reflexão sobre os bastidores da política.

Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.

A frase, evidentemente, não encontra amparo na lei, mas ajuda a ilustrar a falta de confiança que pode existir entre pessoas envolvidas em negociações ilícitas.

Imagine uma operação em que determinado valor é destinado à compra de apoio eleitoral. O dinheiro sai de uma origem, passa por intermediários, chega a coordenadores e depois deveria alcançar as pessoas responsáveis pela distribuição. Quem garante que todo esse recurso chegará ao destino combinado? Quem garante que uma liderança não receberá de vários candidatos ao mesmo tempo? E quem garante que os votos prometidos realmente serão entregues?

Não existe garantia alguma.

Quando uma relação nasce de um acordo ilegal, seus participantes não podem recorrer à Justiça para exigir o cumprimento daquilo que combinaram. O resultado pode ser uma cadeia de desconfiança, oportunismo e traições, na qual cada intermediário tenta obter alguma vantagem.

O próprio esquema pode acabar prejudicado pela conduta daqueles que deveriam fazê-lo funcionar.

O sistema ilegal não consegue sequer assegurar o cumprimento das próprias regras.

E talvez esteja aí uma das maiores contradições desse modelo. Quem pretende desrespeitar a legislação eleitoral acaba dependendo da palavra de pessoas que também aceitaram participar de uma negociação contrária à lei.

Mas seria ingenuidade acreditar que essas práticas desapareceram ou que todos os envolvidos foram derrotados nas urnas.

A permanência de determinados grupos políticos, mesmo diante de críticas sobre sua atuação parlamentar, alimenta uma insatisfação que não pode ser ignorada. Há eleitores que se perguntam como alguns representantes conseguem permanecer tantos anos no poder sem apresentar uma produção legislativa expressiva, sem demonstrar resultados proporcionais ao mandato e sem manter uma relação efetiva de prestação de contas com a população.

Enquanto isso, candidatos com histórico de trabalho, propostas consistentes e serviços prestados acabam derrotados.

É preciso reconhecer, porém, que uma vitória eleitoral não constitui prova de compra de votos, assim como uma derrota não comprova a honestidade de uma candidatura. O resultado das urnas depende de inúmeros fatores. Ainda assim, isso não impede uma análise crítica sobre o peso do dinheiro nas campanhas e sobre a influência de estruturas políticas que conseguem se manter de eleição em eleição.

A questão central é saber até que ponto o eleitor está escolhendo livremente seus representantes e até que ponto sua decisão sofre interferência de interesses financeiros, relações de dependência e promessas de benefícios individuais.

Existe ainda um problema mais grave, que ultrapassa a compra de votos e alcança a própria utilização dos recursos do Estado.

Quando o dinheiro destinado ao atendimento da população é desviado para interesses eleitorais, caso isso seja comprovado, não estamos falando apenas de uma disputa política desleal. Estamos falando de recursos que poderiam financiar medicamentos, melhorar escolas, recuperar estradas, atender comunidades esquecidas e oferecer condições mais dignas para milhares de famílias.

Cada real retirado ilegalmente dos cofres do Estado representa uma perda para a sociedade.

E não podemos tratar esse assunto olhando apenas para quem aparece na ponta da operação.

É comum que as atenções se voltem para o pequeno intermediário, para o chamado laranja, para aquele que transporta valores ou para pessoas em situação de necessidade que acabam aceitando participar dessas negociações. Todos devem responder por seus atos na medida de sua responsabilidade, mas a investigação não pode terminar nos personagens de menor importância.

Quem financia, organiza, coordena e determina o funcionamento de um esquema criminoso precisa ser identificado e responsabilizado, quando houver provas.

É na estrutura de comando que devem estar concentrados os maiores esforços de investigação, porque uma organização dessa natureza, quando existente, não funciona apenas pela vontade de quem entrega dinheiro na ponta. Ela depende de financiamento, planejamento, intermediários e pessoas dispostas a transformar recursos financeiros em vantagens eleitorais.

Não se pode permitir que os principais beneficiários permaneçam protegidos enquanto os participantes de menor expressão suportam sozinhos as consequências.

Também é necessário compreender que a pobreza e a necessidade econômica tornam parte da população mais vulnerável ao assédio eleitoral. Para uma família que enfrenta dificuldades, uma pequena quantia pode representar comida na mesa, pagamento de uma conta atrasada ou solução imediata para um problema urgente.

É justamente dessa fragilidade que os compradores de votos podem tentar se aproveitar.

O eleitor não pode ser tratado como mercadoria, muito menos como alguém cuja consciência esteja disponível para negociação. O voto é um direito individual, secreto e livre. Quando alguém tenta comprá-lo, está tentando retirar do cidadão a capacidade de decidir seu próprio futuro sem interferência indevida.

O que as eleições de 2026 podem ensinar, portanto, não é que o dinheiro perdeu completamente sua influência, mas que nenhuma estrutura financeira consegue controlar integralmente o comportamento das pessoas.

A afinidade política, o sentimento de pertencimento, a confiança e o compromisso continuam tendo um peso que o dinheiro, sozinho, não consegue substituir. A diferença é que, na política legítima, esses vínculos nascem da identificação com ideias, propostas e realizações. Nos esquemas ilegais, tenta-se fabricar esse comprometimento por meio de pagamentos e interesses particulares.

E uma relação construída exclusivamente sobre vantagens financeiras pode terminar no instante em que surgir uma oferta melhor.

Por isso, continuo defendendo que o verdadeiro problema não está apenas no dinheiro utilizado irregularmente durante uma campanha, mas também na estrutura que permite sua circulação, nos interesses que financiam essas operações e na expectativa de recuperar posteriormente aquilo que foi gasto.

Quando alguém investe recursos ilícitos para conquistar um mandato, existe o risco de que a representação política seja tratada como um negócio particular, no qual o cargo conquistado deixa de servir à população e se transforma em instrumento de recuperação do investimento.

É essa lógica que precisa ser investigada e combatida.

A Justiça Eleitoral, o Ministério Público e os demais órgãos responsáveis têm o dever de apurar denúncias com rigor, identificar os responsáveis e assegurar que qualquer punição esteja baseada em provas, respeitando o devido processo legal.

Porque, no fim das contas, não basta responsabilizar quem recebeu pequenas quantias ou executou ordens. É necessário chegar, quando as investigações assim permitirem, àqueles que financiaram e comandaram toda a operação.

O crime não compensa. Essa afirmação precisa deixar de ser apenas uma expressão repetida em discursos e se transformar em uma realidade para quem utiliza o dinheiro, a influência política ou os recursos do Estado para obter vantagens ilegais.

Aqueles que se locupletam às custas do erário, quando suas condutas forem devidamente comprovadas, devem responder perante a Justiça, independentemente do cargo que ocupem, do patrimônio que possuam ou da influência que exerçam.

Afinal, uma democracia não pode aceitar que o mandato político seja tratado como propriedade de quem tem mais dinheiro, nem que os recursos pertencentes à população sejam utilizados para sustentar projetos pessoais de poder.

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Hoje, 10/10/2026

♈Aries
♉Touro
♊Gemeos
♋Cancer
♌Leao
♍Virgem
♎Libra
♏Escorpiao
♐Sagitario
♑Capricornio
♒Aquario
♓Peixes
♈

Aries

Cuidado para não ser egoísta sem perceber. Sua energia vital está em alta, use-a para transformar desafios em grandes oportunidades. Foque na sua liderança natural. Lembre-se que cada passo conta na sua jornada de evolução e autoconhecimento.
♉

Touro

Cuidado para não ser materialista. A estabilidade emocional ajudará você a tomar as melhores decisões financeiras hoje. A estabilidade será seu guia. Lembre-se que cada passo conta na sua jornada de evolução e autoconhecimento.
♊

Gemeos

Cuidado para não ser leviano. A versatilidade é seu ponto forte; use-a para resolver impasses de forma criativa. Sua comunicação será a chave. Lembre-se que cada passo conta na sua jornada de evolução e autoconhecimento.
♋

Cancer

Cuidado para não ser sufocante. Escute seu coração e permita-se viver as emoções com a profundidade que só você possui. Siga sua intuição profunda. Lembre-se que cada passo conta na sua jornada de evolução e autoconhecimento.
♌

Leao

Cuidado para não ser tirano. Confie no seu talento criativo para se destacar em qualquer projeto que iniciar hoje. Brilhe com toda sua generosidade. Lembre-se que cada passo conta na sua jornada de evolução e autoconhecimento.
♍

Virgem

Cuidado para não ser chato. Sua atenção aos detalhes fará toda a diferença na qualidade final dos seus compromissos. A organização trará clareza. Lembre-se que cada passo conta na sua jornada de evolução e autoconhecimento.
♎

Libra

Cuidado para não ser leviano. Valorize a beleza nos pequenos gestos e cultive a cooperação com todos ao seu redor. O equilíbrio é fundamental hoje. Lembre-se que cada passo conta na sua jornada de evolução e autoconhecimento.
♏

Escorpiao

Cuidado para não ser cruel. Sua força de vontade é capaz de transformar qualquer obstáculo em um degrau para o sucesso. Sua força interior é imensa. Lembre-se que cada passo conta na sua jornada de evolução e autoconhecimento.
♐

Sagitario

Cuidado para não ser insensível. Sua sede de conhecimento trará descobertas incríveis que ampliarão sua visão de mundo. Sua liberdade não tem preço. Lembre-se que cada passo conta na sua jornada de evolução e autoconhecimento.
♑

Capricornio

Cuidado para não ser materialista. A responsabilidade com que encara seus compromissos trará a estabilidade que tanto busca. Sua ambição levará longe. Lembre-se que cada passo conta na sua jornada de evolução e autoconhecimento.
♒

Aquario

Sua visão humanitária é um farol em tempos sombrios. Colabore com a coletividade e sinta a força de fazer parte de algo maior que você mesmo. Inove e pense no coletivo. Lembre-se que cada passo conta na sua jornada de evolução e autoconhecimento.
♓

Peixes

Cuidado para não ser explorado. Conecte-se com sua espiritualidade e encontre as respostas que busca no silêncio da alma. Seus sonhos trazem mensagens. Lembre-se que cada passo conta na sua jornada de evolução e autoconhecimento.
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