EM LINHA RETA – Rocha deve entregar o comando do Estado a Sérgio Gonçalves, Hildon pode estar com os dias contados no União Brasil e Fúria corre risco de ficar sem apoio na eleição – Por Alan Drumond

    O primeiro a sentir o impacto é Adailton Fúria. Sem o apoio do governo, a saída da prefeitura de Cacoal para disputar o governo vira um risco enorme.
    EM LINHA RETA – Rocha deve entregar o comando do Estado a Sérgio Gonçalves, Hildon pode estar com os dias contados no União Brasil e Fúria corre risco de ficar sem apoio na eleição – Por Alan Drumond
    Reprodução Internet

    Uma movimentação silenciosa, mas gigantesca, pode estar prestes a explodir na política de Rondônia.

    Nos bastidores do Palácio Rio Madeira, a informação já não é mais tratada como boato. Fontes de dentro do próprio governo confirmam que o governador Coronel Marcos Rocha pode deixar o cargo para disputar o Senado.

    Se isso se confirmar, quem assume imediatamente é o vice-governador Sérgio Gonçalves.

    Mas o que chama atenção não é só a saída. É o que vem junto com ela.

    Segundo essas mesmas fontes, tudo já estaria alinhado. Marcos Rocha só deixaria o governo com garantias bem definidas. Apoio total da máquina estadual para sua eleição ao Senado, sua esposa Luana Rocha disputando uma vaga na Câmara Federal com força real de vitória e, principalmente, o direito de indicar o vice na chapa de Sérgio Gonçalves.

    Na prática, é uma transição pensada nos mínimos detalhes. Nada solto. Nada por acaso.

    E quando isso entra em cena, o efeito é imediato.

    O primeiro a sentir o impacto é Adailton Fúria. Sem o apoio do governo, a saída da prefeitura de Cacoal para disputar o governo vira um risco enorme. Sem estrutura, sem máquina, sem sustentação política, a candidatura simplesmente perde força antes mesmo de começar.

    E não para por aí.

    Dentro do União Brasil, a mudança é ainda mais pesada. Com Sérgio Gonçalves assumindo o governo, o caminho natural é que ele seja o candidato do partido. Ainda mais com o partido sendo comandado no estado por Júnior Gonçalves, seu próprio irmão.

    Resultado direto disso
    Hildon Chaves pode ficar sem espaço.

    Depois de mais de um ano e meio se colocando como pré-candidato ao governo, o ex-prefeito não conseguiu sair do lugar nas pesquisas. Está travado na faixa dos 11% e agora vê o cenário mudar completamente na sua frente.

    E a situação pode piorar.

    Hildon vinha sendo cotado como vice na chapa do senador Marcos Rogério, do PL. Mas esse plano também pode cair por terra. Informações de bastidores indicam que Marcos Rogério já procurou o atual prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, para tratar da composição da chapa, inclusive com a possibilidade de ele indicar o vice.

    Se isso se confirmar, Hildon pode perder os dois caminhos de uma vez só.

    Fica fora do União Brasil e pode ficar fora também da chapa do PL.

    É o tipo de situação que ninguém quer viver na política
    Trabalhar, se posicionar, se colocar como candidato por tanto tempo e, na hora decisiva, ver tudo escapar.

    No fim, se Marcos Rocha realmente confirmar essa saída, não será apenas uma troca de comando.

    Vai ser um movimento que muda tudo.

    Mexe com candidaturas, altera alianças, desmonta projetos e coloca novos nomes no jogo com força total.

    Agora é esperar a confirmação oficial. Mas uma coisa já está clara nos bastidores

    Se isso acontecer, a eleição em Rondônia muda completamente e rápido.

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