O Distrito Federal realizou 319 transplantes na rede pública entre janeiro e maio de 2026, segundo dados do Painel InfoSaúde. No mesmo período, 1.902 pessoas ainda aguardavam por um órgão ou córnea nas listas de espera, conforme a Secretaria de Saúde. Os candidatos esperavam por 991 transplantes de rim, 830 de córnea, 43 de fígado e 38 de coração.
Um dos casos atendidos em 2025 foi o de Adalberto Souza da Anunciação, de 33 anos. Ele passou cerca de um ano internado no Hospital Santa Helena, no DF, até receber um coração novo no Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal, em 5 de fevereiro de 2025. Antes da cirurgia, médicos informaram que ele não poderia mais retornar para casa enquanto o transplante não fosse realizado. Atualmente, ele está de volta ao trabalho e afirma estar realizando planos que a doença havia interrompido.
O cardiologista Hugo Faria explica que a distribuição de órgãos leva em conta critérios como urgência clínica, compatibilidade sanguínea, tamanho do órgão e tempo de espera. Após o transplante, o paciente passa a usar medicamentos contra rejeição pelo resto da vida e precisa de acompanhamento médico regular. No Brasil, a autorização da família é obrigatória para a doação após a morte, e comunicar esse desejo aos parentes com antecedência é fundamental para facilitar a decisão em um momento de luto.
Participe da nossa comunidade!
Clique aqui para entrar no grupo do WhatsApp

















