O holandês Gerel Lusiano Palm fugiu neste sábado (26) do Presídio Joaquim Ferreira de Souza, unidade do complexo de Bangu 8, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e foi recapturado horas depois com apoio de um helicóptero da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Um preso colombiano identificado como Juan também participou da fuga e foi localizado pelos agentes.
Os dois renderam um policial penal que estava em serviço pelo Regime Adicional de Serviço (RAS), aplicaram um golpe conhecido como mata-leão no agente, tomaram sua arma e chegaram à parte externa da unidade por meio de uma corda improvisada, chamada de tereza, descendo de uma guarita nos fundos do presídio.
Palm estava preso no Rio desde julho de 2021, quando foi detido pela Polícia Federal em um apartamento na Barra da Tijuca. Ele constava na lista de Difusão Vermelha da Interpol e era investigado pela agência americana de combate ao tráfico de drogas, o DEA. Em janeiro de 2021, o tribunal holandês de Oost-Brabant o condenou a 20 anos de prisão por tentativa de homicídio doloso e porte ilegal de arma de fogo, e ele ainda respondia a outro processo por um homicídio ocorrido em 2015.
O caso de Palm também aparece em investigações da Polícia Federal sobre uma suposta rede de influência envolvendo agentes públicos e a advogada Patrícia Falcão, que o representa. Segundo a PF, Falcão teria oferecido R$ 150 mil para interferir no processo de extradição do holandês para a Holanda. As apurações integram a Operação Anomalia, parte da força-tarefa Missão Redentor II, e resultaram na prisão de Falcão e do delegado federal Fabrizio Romano por determinação do Supremo Tribunal Federal.
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