O primeiro turno das eleições consolidou dois grupos políticos no Ceará. De um lado, o governador Elmano de Freitas (PT) e os senadores aliados conquistaram suas vagas. Do outro, deputados do PL registraram votações expressivas. Agora, os dois campos organizam esforços para ampliar votos nos seus respectivos candidatos à presidência no segundo turno.
Na campanha pela reeleição de Lula (PT), a meta declarada pelo governador Elmano é ultrapassar 70% dos votos válidos no estado. Nomes como o senador Camilo Santana, a senadora eleita Luizianne Lins e o suplente Chagas Vieira foram recrutados para coordenar a mobilização. Segundo Chagas, o presidente Lula manifestou intenção de retornar ao Ceará antes do segundo turno. Uma das estratégias passa por reduzir a abstenção, que ficou em torno de 15% no estado no primeiro turno.
No campo de Flávio Bolsonaro (PL), os deputados federais eleitos André Fernandes e Carmelo Neto, a deputada estadual eleita Bella Carmelo e a vereadora Priscila Costa participaram de reunião com o candidato em 7 de outubro para definir os planos. André Fernandes anunciou a continuidade do evento chamado Bloco do 22 e informou que cinco de seus comitês em Fortaleza passarão a funcionar como comitês de Flávio. O grupo mira também eleitores que votaram em Ciro Gomes (PSDB) para governador e em Lula para presidente, um fenômeno chamado localmente de Cirula. No primeiro turno, Flávio obteve 31,27% dos votos válidos no Ceará, contra 63,29% de Lula.
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