Manaus e cidades da Região Metropolitana amanheceram cobertas por fumaça nesta sexta-feira (18), pelo segundo dia consecutivo. É a quarta vez em menos de dez dias que a capital amazonense enfrenta esse cenário, com episódios registrados também nos dias 9, 13 e 17 de setembro.
Segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), 13 dos 14 sensores instalados em Manaus apontavam algum nível de poluição às 8h desta sexta. No Morro da Liberdade, Zona Sul, o índice chegou a 79,3 µg/m³, classificado como muito ruim. No bairro Compensa, o registro foi de 52 µg/m³, considerado ruim. A qualidade do ar é considerada boa apenas quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³.
Municípios da Região Metropolitana também foram afetados. Em Iranduba, o índice foi o pior da região, com 85 µg/m³, considerado péssimo. Em Manacapuru, o sensor marcou 55 µg/m³, nível ruim. Em Itacoatiara, a qualidade do ar ficou em nível moderado. Sobre a origem da fumaça, pesquisador da UEA aponta queimadas na própria Região Metropolitana, enquanto a Prefeitura de Manaus cita também focos no sul do Amazonas, norte de Mato Grosso e Rondônia, transportados pelos ventos em razão do avanço de uma frente fria pelo Centro-Sul do país.
O Governo do Amazonas informou que cerca de mil bombeiros militares e brigadistas atuam em operação coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas em 33 municípios do estado. Entre 1º de junho e a última quarta-feira (16), foram combatidos 12.564 focos de incêndios urbanos e florestais no Amazonas.
Com informações de G1 Amazonas.
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