O filme baseado na clássica franquia de games de luta estreou nesta quinta-feira (15) com um problema central para o gênero: combates sem emoção e sem foco, prejudicados pelo excesso de personagens em cena. A produção tem caracterizações fiéis ao material original e momentos de humor que funcionam, mas esses acertos não são suficientes para sustentar a narrativa.
O roteiro, coescrito pelo diretor Kitao Sakurai, parte da relação entre dois lutadores criados juntos e de um torneio organizado por um ditador. No caminho, porém, a trama acumula subplots e personagens sem desenvolvimento adequado, entre eles um boxeador interpretado pelo rapper 50 Cent, um capanga vivido pelo cantor Orville Peck e um lutador de sumô, entre outros. O trio principal formado por Andrew Koji, Noah Centineo e Callina Liang demonstra carisma e entrega físicamente, mas a montagem fragmentada interrompe a construção de qualquer conexão mais sólida entre eles.
Cenários inspirados nas fases clássicas dos games e o uso dos golpes especiais icônicos da série aparecem como pontos positivos. Ainda assim, a quantidade de lutadores inseridos na história sem motivação clara compromete o ritmo e esvazia justamente o elemento central que deveria definir o filme.
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