Uma sucuri de aproximadamente cinco metros foi encontrada com a barriga cheia no Córrego Amaralina, em Coxim, no Mato Grosso do Sul. O animal foi avistado no domingo (27) por um grupo de moradores que havia se deslocado até o local para se refrescar do calor, com temperaturas próximas aos 40 °C.
O instalador de piscinas Edilson Aparecido, de 33 anos, estava no grupo com a esposa, os filhos e outros familiares. Ele gravou imagens da serpente praticamente imóvel no curso d’água, com um grande volume visível na barriga. Num primeiro momento, os banhistas chegaram a pensar que o animal estava morto, mas logo perceberam que a sucuri estava viva e em processo de digestão. O córrego fica a cerca de 20 km do perímetro urbano de Coxim, na direção do Pantanal.
Especialistas alertam que não se deve aproximar nem perturbar uma sucuri após a alimentação. A digestão pode levar semanas e, caso a cobra se sinta ameaçada, pode regurgitar a presa, o que pode provocar complicações e até levar o animal à morte. A espécie pertence à família Boidae, gênero Eunectes, tem mandíbula flexível, pele elástica e costelas móveis, o que permite engolir presas de grande porte, como capivaras. Dentro d’água, a sucuri pode ficar até 30 minutos sem respirar.
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