Como a Rússia recruta espiões dentro da Ucrânia

Autoridades da Ucrânia revelam como o serviço secreto da Rússia usa redes sociais para recrutar cidadãos locais para missões de espionagem e sabotagem.
Como a Rússia recruta espiões dentro da Ucrânia
Reprodução Internet

Em uma tarde de julho de dois mil e vinte e quatro, uma jovem de dezenove anos chamada Hristina Garkavenko foi detida em uma igreja na cidade de Pokrovsk sob a acusação de colaborar com o serviço de segurança federal da Rússia, conhecido como FSB, para fornecer informações sobre a localização de tropas e equipamentos militares ucranianos na região leste do país.

Este caso faz parte de um cenário mais amplo onde o serviço de segurança da Ucrânia, o SBU, já abriu mais de três mil e oitocentos processos criminais por traição e colaboração desde o início da invasão em larga escala porque os recrutadores russos utilizam plataformas digitais como o Telegram para encontrar pessoas vulneráveis ou dispostas a realizar tarefas em troca de dinheiro.

As investigações mostram que os contatos costumam começar em grupos de bate-papo públicos onde os agentes russos observam o comportamento dos usuários e então fazem propostas diretas para que eles enviem fotos ou coordenadas de alvos específicos, oferecendo pagamentos que muitas vezes são pequenos em comparação ao risco de serem condenados a penas que variam entre doze anos e a prisão perpétua.

Embora muitos ucranianos aceitem essas tarefas por necessidades financeiras imediatas, há também casos de pessoas que agem por convicções ideológicas ou sentimentos de lealdade ao governo de Moscou, enquanto as autoridades de Kiev tentam conter essa rede de informações que facilita ataques com mísseis e drones contra infraestruturas críticas e posições defensivas na linha de frente.

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