O vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2026 será anunciado nesta sexta-feira (9), em Oslo, na Noruega. O comitê organizador recebeu 287 candidatos nesta edição, entre pessoas e instituições, e mantém as indicações em sigilo por 50 anos. Analistas apontam que o prêmio deste ano deve valorizar iniciativas ligadas ao multilateralismo e à cooperação internacional.
Entre as instituições mais citadas estão o Tribunal Penal Internacional (TPI), a Corte Internacional de Justiça (CIJ) e a Estação Espacial Internacional (ISS). Também aparecem nas apostas as Salas de Resposta de Emergência do Sudão, rede com mais de 700 grupos comunitários e 26 mil voluntários, e a ONG Save the Children. Entre as pessoas físicas, os nomes mais lembrados são o papa Leão XIV, o jornalista pró-democracia de Hong Kong Jimmy Lai, o economista uigur Ilham Tohti, a relatora especial da ONU Francesca Albanese, o primeiro-ministro canadense Mark Carney e o ativista ucraniano Mykola Kuleba.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também figura nas especulações. Nesta quarta-feira (7), ele afirmou que deveria receber o prêmio, mas reconheceu ter dúvidas sobre suas chances. Líderes do Camboja, de Israel e do Paquistão disseram ter indicado Trump, embora não seja possível verificar essas declarações. Os vencedores recebem a medalha do Nobel e uma parcela de 12 milhões de coroas suecas, equivalente a cerca de R$ 6,2 milhões.
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