Uma pesquisa da Universidade da Austrália, publicada no Journal of Child Psychology and Psychiatry, revelou que a transição do Ensino Fundamental para o Ensino Médio pode comprometer o bem-estar dos adolescentes por até dois anos. O estudo analisou dados de um censo estadual realizado no sul do país entre 2019 e 2025, período em que uma reforma educacional fez grupos de diferentes idades migrarem simultaneamente para o Ensino Médio. Os resultados mostraram queda generalizada na saúde mental e na satisfação dos estudantes, associadas à adaptação a novas exigências acadêmicas, a novos grupos sociais e ao distanciamento de adultos de referência.
O cenário também preocupa no Brasil. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), do IBGE, apontam que 42,9% dos estudantes entre 13 e 17 anos se sentem irritados ou mal-humorados com frequência, enquanto 18,5% consideram que a vida não vale a pena ser vivida. Três em cada dez adolescentes afirmam sentir tristeza na maioria das vezes, e proporção semelhante relatou já ter tido vontade de se machucar. A pesquisa ouviu quase 120 mil alunos de escolas públicas e privadas de todo o país.
Em Salvador e Camaçari, a Rede Salesiana mantém uma estrutura de acompanhamento contínuo dos alunos em todas as transições escolares, com atuação do Serviço de Orientação Educacional, psicóloga escolar e educação socioemocional. A instituição também realiza uma campanha anual de convivência que, em 2026, tem como tema a prevenção ao bullying e ao cyberbullying, com atividades que envolvem estudantes e famílias.
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