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Primeiro Encontro de 2026 marca retomada das atividades do Instituto Rosas que Falam com foco na saúde mental feminina

Em alusão ao Janeiro Branco, mulheres se reúnem em um espaço de acolhimento, escuta e reconexão emocional
Primeiro Encontro de 2026 marca retomada das atividades do Instituto Rosas que Falam com foco na saúde mental feminina
Reprodução Internet

O ano de 2026 teve início com um gesto que, embora simples em sua forma, carrega um significado profundo para as mulheres que integram o Instituto Rosas que Falam, uma vez que no dia 31 de janeiro, às 17h, o primeiro encontro do ano reuniu voluntárias, apoiadoras e participantes em um momento cuidadosamente pensado para a escuta com cuidado e atenção, o acolhimento genuíno e a reconexão emocional, alinhando-se de maneira consciente à proposta do Janeiro Branco, campanha que convida a sociedade a refletir, com mais responsabilidade e empatia, sobre a importância da saúde mental no cotidiano.

O encontro aconteceu na casa de uma das mulheres do grupo, escolha que não se deu por acaso, mas justamente por carregar o simbolismo do abrigo, da intimidade e da segurança, criando um ambiente favorável para que sentimentos, memórias e experiências pudessem emergir sem medo ou constrangimento, sendo assim o espaço deixou de ser apenas um endereço físico e se transformou em um território simbólico de confiança, cuidado e pertencimento, onde cada mulher pôde se reconhecer como parte de algo maior.

Ao longo da atividade, as participantes formaram uma roda de conversa afetiva, dinâmica que favoreceu a escuta ativa e o apoio mútuo, conduzindo o encontro de maneira natural, respeitosa e profundamente humana, permitindo que cada mulher falasse no seu tempo, fosse ouvida sem julgamentos e reconhecesse, na história da outra, fragmentos de suas próprias vivências, o que fortaleceu vínculos, suavizou dores e promoveu bem-estar emocional de forma coletiva e compartilhada.

Vale ressaltar que o encontro também marcou oficialmente o início das atividades do Instituto em 2026, reafirmando nosso propósito que atravessa toda a atuação do Rosas que Falam, que é lembrar, de forma constante num contexto da realidade, que saúde mental é prioridade, que o cuidado emocional não é luxo nem sinal de fragilidade e que nenhuma mulher precisa enfrentar seus desafios sozinha, sobretudo em uma sociedade que ainda silencia sentimentos e normaliza o esgotamento.

Sob essa perspectiva, os efeitos do encontro já se fazem sentir, pois ganham as mulheres que encontram apoio, escuta qualificada e fortalecimento emocional, enquanto perdem espaço o silêncio imposto, o isolamento cotidiano e a ideia ultrapassada de que sentir demais é fraqueza, quando, na verdade, sentir é expressão de humanidade, consciência de si e disposição para o cuidado.

Como resultado objetivo e prático, iniciativas como essa contribuem para ampliar a consciência emocional, fortalecer a autoestima e consolidar redes de apoio mais sólidas, criando mulheres mais presentes em si mesmas, mais conscientes de seus limites e mais inteiras em suas relações e espaços de convivência, o que impacta não apenas quem participa dos encontros, mas também os ambientes familiares, sociais e comunitários que essas mulheres ocupam.

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