A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou, nesta terça-feira (29), o governo do presidente Donald Trump a retomar as deportações de imigrantes para países que não são os de origem dessas pessoas. A decisão suspende temporariamente uma ordem de um juiz federal de Boston, que havia considerado a política ilegal. O caso ainda será analisado pela Justiça americana.
Com a medida, as deportações podem ocorrer sem que os imigrantes tenham a oportunidade de apresentar, previamente, os riscos que poderiam enfrentar no país de destino. O governo só avalia alegações de perseguição ou tortura se o próprio imigrante declarar que teme esse tipo de violência. Mais de 25 mil pessoas foram enviadas para 29 países desde o início da política, segundo levantamento de organizações de direitos humanos. A maioria foi levada ao México, mas outros destinos incluem Uganda, Libéria, República Centro-Africana e Sudão do Sul.
Grupos de defesa dos imigrantes contestam a medida na Justiça e afirmam que alguns deportados foram agredidos, sofreram violência sexual, foram presos ou desapareceram. Mais de uma dúzia de especialistas em direitos humanos da ONU também pediram, na segunda-feira (28), que os EUA interrompam essas deportações, alertando para o risco de abusos contra grupos vulneráveis, como crianças, mulheres e pessoas LGBT.
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