Sandro Aparecido da Silva, de 49 anos, permanece em liberdade em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, mesmo após a Polícia Civil solicitar sua prisão preventiva. O pedido, feito em 13 de agosto, está pendente porque a Justiça ainda não definiu qual vara deve conduzir o caso, em razão de um conflito de competência entre o Judiciário local.
Sandro é suspeito de matar a esposa, Wandete Gois da Silva, de 58 anos. Ela foi encontrada morta na BR-463, na região do trevo de Sanga Puitã, no dia 2 de agosto. O caso foi inicialmente tratado como homicídio culposo na direção de veículo, mas passou a ser investigado como feminicídio após imagens de câmeras de monitoramento registrarem o momento em que o suspeito teria atropelado a mulher com um caminhão e fugido em seguida. O suspeito chegou a ser preso em flagrante na mesma noite do crime, mas foi solto dois dias depois, sem uso de tornozeleira eletrônica.
O impasse ocorre porque a 1ª Vara Criminal de Ponta Porã e a 1ª Vara Criminal de Naviraí, responsável pela função de Juiz das Garantias, ambas se declararam incompetentes para analisar o processo. Cabe agora ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul decidir qual juízo conduzirá o caso definitivamente. Enquanto a decisão não sai, o pedido de prisão preventiva segue sem análise. Com a nova tipificação do caso, agosto se tornou o mês com mais feminicídios registrados no estado desde o início da série histórica, com 27 vítimas.
Participe da nossa comunidade!
Clique aqui para entrar no grupo do WhatsApp

















