O juiz Fernando Moreira Freitas da Silva, da 1ª Vara Criminal de Naviraí (MS), reconheceu nesta quinta-feira (17) que cometeu um equívoco ao afirmar que os laudos periciais da Operação Lívia ainda não tinham sido concluídos. Na realidade, os documentos já estavam anexados ao processo, entre as folhas 1459 e 1687, mas o magistrado admitiu que não percebeu a inclusão do material quando proferiu a decisão anterior.
Mesmo reconhecendo o erro, o juiz manteve a soltura dos cinco adolescentes suspeitos de envolvimento na morte de uma menina de 13 anos, que teria sido coagida por integrantes de um grupo virtual antes de morrer durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, em Naviraí. Segundo o magistrado, o prazo de 45 dias para a internação provisória estava prestes a se encerrar e não havia possibilidade jurídica de prorrogação. O juiz também avaliou que o tempo restante seria insuficiente para a apresentação das alegações finais e para a prolação de uma sentença antes de 18 de setembro de 2026.
Os adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, foram apreendidos no dia 4 de agosto de 2026, em estados como Mato Grosso do Sul, Ceará, Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro. Apesar de estarem em liberdade, eles deverão cumprir medidas cautelares que incluem proibição de contato entre si e com vítimas e testemunhas, vedação ao uso de redes sociais e aplicativos de mensagens, acompanhamento psicológico e comprovação mensal de frequência escolar. O processo segue em andamento, e a soltura não representa encerramento das investigações nem decisão sobre a responsabilidade dos envolvidos.
Com informações de G1 Mato Grosso do Sul.
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