O ex-vereador Milton Leite, do União Brasil, é alvo de investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Gaeco que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital no sistema de transporte público de São Paulo. A apuração, batizada de Operação Vectura Corrupta, examina relações entre o crime organizado e empresários, políticos e advogados ligados ao setor.
Documentos da polícia apontam que Leite seria responsável pela operação de empresas controladas pelo PCC e o dono de fato da Transwolff. O nome dele também aparece em conversas grampeadas de José Daniel Satilite, apontado como membro da facção e um dos principais investigados. A defesa da Transwolff nega qualquer vínculo do ex-vereador com a empresa. Leite não foi encontrado quando policiais foram à sua residência cumprir mandado, mas afirmou estar em viagem e prometeu se apresentar às autoridades em até 24 horas.
Entre os presos na operação está Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans. A investigação indica que ele manteve encontros periódicos com José Daniel Satilite para tratar de interesses da facção em empresas de transporte. Também foi preso Danilo Marco Morgado Silva, que disputou a Prefeitura de Praia Grande em 2024 e teria tido sua campanha financiada pelo PCC.
A operação é um desdobramento de investigações anteriores. Tudo começou em agosto de 2024 com a Operação Decurio, quando a apreensão de 30 quilos de drogas em Itaquaquecetuba levou à descoberta de uma fintech controlada pela facção que chegou a movimentar cerca de R$ 8 bilhões. Em abril de 2026, a Operação Contaminatio desarticulou a rede financeira do grupo e prendeu um ex-vereador de Santo André.
Com informações de G1 São Paulo.
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