O ex-vereador Milton Leite (União Brasil), alvo de mandado de prisão na Operação Vectura Corrupta, que investiga a suposta infiltração do PCC em empresas de ônibus de São Paulo, é um dos nomes mais influentes da política paulista. Apesar de ter deixado o Legislativo após 28 anos como vereador na Câmara Municipal de São Paulo, onde presidiu a Casa em seis ocasiões, ele mantém forte presença nos bastidores por meio de filhos e aliados eleitos em 2024.
Os filhos Alexandre Leite, deputado federal, e Milton Leite Filho, deputado estadual na Alesp em seu quinto mandato consecutivo, seguem os passos do pai. Alexandre chegou a ocupar a Secretaria de Relações Institucionais da Prefeitura de São Paulo na gestão Ricardo Nunes (MDB) até março de 2025, quando deixou o cargo para se preparar para as eleições de 2026. Já na Câmara Municipal, três vereadores eleitos com o apoio direto de Milton Leite completam o grupo, Silvinho Leite, Silvão Leite e a Pastora Sandra Alves.
A influência de Leite também se estende às articulações partidárias. Ele foi o responsável pela fusão entre o União Brasil e o Progressistas, que formou a Federação União Progressista, e ajudou a costurar a aliança de reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em agosto do ano passado, Tarcísio compareceu pessoalmente ao lançamento das candidaturas dos filhos de Milton Leite, no bairro de Campo Grande, na Zona Sul da capital, ao lado do prefeito Ricardo Nunes.
Ao longo da carreira, Leite foi base de apoio de prefeitos de diferentes espectros políticos, entre eles João Doria, Fernando Haddad, Gilberto Kassab, José Serra e Marta Suplicy. A Operação Vectura Corrupta o aponta como operador de empresas supostamente controladas pelo PCC no sistema de transporte da cidade. Leite nega as acusações, afirmou estar em viagem e disse que vai se apresentar às autoridades.
Com informações de G1 São Paulo.
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