A empresa de ônibus Transwolff voltou a ser alvo do Ministério Público de São Paulo nesta quinta-feira (17), na chamada Operação Vectura Corrupta. A ação investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista e mirou ao todo 12 das 22 viações que operam na cidade. Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em São Paulo e outras cidades da região metropolitana.
O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) é apontado nas investigações como dono oculto e de fato da Transwolff. O desembargador Sérgio Antônio Ribas decretou a prisão temporária de Leite por 30 dias. Policiais foram à sua residência, mas não o encontraram. Por nota, ele negou estar foragido e afirmou que viajava, prometendo se apresentar às autoridades em até 24 horas. Documentos e malotes foram recolhidos durante buscas em seus endereços.
Também foram presos o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira e Danilo Marco Morgado Silva, ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande. A investigação aponta que Levi teria mantido encontros periódicos com José Daniel Satilite, conhecido como Alemão, apontado como intermediário entre empresários, advogados, políticos e integrantes da facção. A Transwolff já havia sido alvo da Operação Fim da Linha em abril de 2024 e, desde então, está sob intervenção da Prefeitura de São Paulo, que rescindiu o contrato com a empresa em dezembro do mesmo ano.
Com informações de G1 São Paulo.
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