A Polícia Federal montou uma operação de grande porte para apurar irregularidades no Digimais, banco controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. Mais de 50 agentes saíram às ruas para cumprir nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo, e Macedo entrou na lista de investigados porque é dono da instituição.
A mesma decisão judicial liberou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de quem está sendo investigado. Além disso, autorizou o sequestro e o bloqueio de bens e valores que podem somar até R$ 670.348.945,70. O g1 procurou o Digimais para ouvir o outro lado e ainda espera um retorno.
O que chamou a atenção dos investigadores foram relatórios produzidos pelo Banco Central. Esses documentos mostraram problemas sérios na forma como os administradores tocavam os negócios da instituição financeira. A partir daí, a apuração ganhou corpo.
Pelo que a Polícia Federal levantou, o esquema funcionava com a manipulação de balanços e resultados contábeis. A ideia seria esconder a real situação econômica do banco e fazer com que ele parecesse saudável diante dos órgãos que fiscalizam o setor. Essa prática, segundo a investigação, teria permitido inflar o valor de ativos e criar receitas que não existiam, num montante que chega às centenas de milhões de reais.
A PF também olha para operações financeiras que seriam ilegais e teriam beneficiado a empresa que controla o banco. Entra na conta ainda a suspeita de falsificação e adulteração de dados lançados em sistemas oficiais do próprio órgão regulador, o que torna o caso mais grave.
No fim, os investigados podem responder, cada um conforme sua participação, pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito proibidas. Tudo isso está previsto na Lei nº 7.492 de 1986, que trata dos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Participe da nossa comunidade!
Clique aqui para entrar no grupo do WhatsApp






















