Deputado Gustavo Gayer reage a indiciamento da Polícia Federal e nega desvio de verbas

Parlamentar afirma que acusação se baseia em interpretação equivocada de movimentações financeiras e de atividades ligadas a uma OSCIP
Deputado Gustavo Gayer reage a indiciamento da Polícia Federal e nega desvio de verbas
Reprodução Internet

O deputado federal Gustavo Gayer, do PL de Goiás, afirmou que não desviou recursos públicos após ser indiciado pela Polícia Federal em uma investigação que apura uso irregular de verbas parlamentares. A manifestação ocorreu em um vídeo divulgado nas redes sociais, no qual o parlamentar contestou as conclusões da investigação e criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

A Polícia Federal indiciou Gayer pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e peculato na modalidade desvio. A investigação também inclui o filho do deputado e assessores ligados ao gabinete do parlamentar na Câmara dos Deputados.

Segundo os investigadores, o grupo teria participado da elaboração de documentos considerados fraudulentos para a criação de uma OSCIP, sigla para Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. A suspeita é de que a entidade teria sido criada com a finalidade de receber recursos provenientes de emendas parlamentares.

Durante o vídeo publicado na internet, Gayer apresentou outra versão para os fatos investigados. O deputado afirmou que, logo após assumir o mandato em 2022, foi procurado por um assessor com a proposta de encontrar pessoas interessadas em criar uma OSCIP que ajudasse na formação de outras instituições semelhantes. De acordo com ele, a ideia surgiu a partir da percepção de que grupos ligados à direita teriam menos organizações desse tipo quando comparados com setores ligados à esquerda.

O parlamentar também mencionou uma transferência de dinheiro feita por ele que, segundo disse, tinha como finalidade ajudar no pagamento de serviços de contabilidade ligados ao funcionamento da entidade. Na gravação, Gayer afirmou que a organização mencionada na investigação nunca recebeu emenda parlamentar e que nem sequer estaria habilitada para receber esse tipo de recurso.

Outro ponto abordado pela investigação envolve o endereço utilizado como escritório político do deputado. A Polícia Federal apura a informação de que o local também aparecia registrado como sede da empresa Gayer e Gayer Idiomas, uma escola de inglês ligada ao parlamentar.

Gayer afirmou que a escola deixou de funcionar presencialmente em 2020 por causa da pandemia, passando a oferecer aulas pela internet. Segundo ele, o imóvel foi retomado apenas em 2022 e passou a ser utilizado como escritório político, espaço onde gravava um podcast e comercializava produtos de apoio ao então candidato à Presidência Jair Bolsonaro.

O deputado disse ainda que, mesmo após a mudança de finalidade do espaço, o contrato social da empresa não foi atualizado para refletir a alteração do endereço. De acordo com o parlamentar, a modificação não ocorreu porque ele simplesmente esqueceu de providenciar a atualização formal da documentação.

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