O atraso na organização dos Jogos Escolares de Rondônia (JOER) 2026 chegou ao Ministério Público de Rondônia e acendeu um sinal de alerta para centenas de estudantes atletas do estado. O MPRO instaurou um procedimento preparatório para investigar possíveis falhas administrativas que podem comprometer a participação da delegação rondoniense nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), marcados para setembro, em Brasília.
A medida foi adotada pela 18ª Promotoria de Justiça de Porto Velho após denúncias envolvendo a condução dos processos necessários para a realização da competição. A investigação busca identificar se houve demora injustificada e se estudantes podem acabar prejudicados por problemas administrativos.
Entre os pontos analisados estão mudanças no calendário oficial do JOER e a condução de processos ligados à estrutura do evento. Documentos examinados pelo Ministério Público apontam que a competição precisou passar por readequações administrativas, situação que pode comprometer os prazos necessários para definir os representantes de Rondônia na etapa nacional.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores envolve processos relacionados à contratação de arbitragem e alojamento. Segundo informações reunidas pelo MPRO, alguns desses procedimentos estariam em tramitação há mais de um ano e teriam registrado períodos de paralisação.
A investigação também relembra que problemas parecidos já haviam sido registrados em 2025. Naquele ano, denúncias sobre o adiamento da fase estadual levantaram preocupações sobre a participação dos atletas rondonienses na competição nacional.
Agora, o Ministério Público quer entender o que provocou os novos atrasos e se houve falhas na condução dos processos. A Secretaria de Estado da Educação foi acionada para apresentar explicações sobre a alteração do calendário e informar quais medidas estão sendo adotadas para garantir a realização do JOER dentro do prazo necessário.
Além disso, o órgão determinou a análise dos processos administrativos e licitatórios ligados ao evento. A apuração segue em andamento e busca esclarecer se a demora registrada pode ter causado prejuízos aos estudantes, escolas e equipes que aguardam a realização da principal competição escolar do estado.
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