O Tribunal de Contas da União recebeu, no começo deste mês, um conjunto de documentos enviados pela Câmara dos Deputados sobre as nomeações feitas pelo deputado federal Coronel Chrisóstomo, do PL, dentro do próprio gabinete. O parlamentar de Rondônia é acusado de ter colocado parentes em cargos comissionados usando dinheiro da Casa, e o caso já passa de um ano sendo comentado desde que apareceu pela primeira vez.
A denúncia ganhou força nacional em 11 de novembro de 2025, quando o site Metrópoles publicou a reportagem que abriu a discussão sobre o gabinete do deputado. Segundo apurou o Valor&MercadoRO junto ao TCU, o processo está sob relatoria do ministro Odair Cunha, e a movimentação mais recente aconteceu em 2 de julho deste ano. No sistema do tribunal, consta a entrada de um documento descrito como boletim administrativo da Câmara dos Deputados, juntado ao processo pela área de auditoria e gestão da inovação da própria Casa.
Entenda o caso
O Ministério Público que atua junto ao TCU pediu à corte que apure com rigor a situação encontrada no gabinete do deputado. De acordo com a reportagem do Metrópoles, o parlamentar rondoniense empregou a companheira, a cunhada e dois concunhados em cargos comissionados na Câmara. Somadas, as remunerações desses contratados já passam de R$ 2,1 milhões saídos dos cofres da Casa.
O MP-TCU foi direto num ponto. Mesmo que os contratados tenham sido exonerados depois, isso não livra o deputado nem os demais envolvidos de responder pelos atos praticados, por causa do uso indevido do dinheiro público da Câmara, segundo consta no texto do órgão.
Procurado pela coluna do Metrópoles, Coronel Chrisóstomo confirmou a exoneração dos parentes, mas disse que a decisão veio um dia depois de ele ser questionado sobre a situação. Até a publicação desta reportagem, o processo seguia em análise no TCU, sem data prevista para uma decisão sobre o caso.
Fonte: Valor&MercadoRO
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