Um pré-candidato a deputado federal ligado à região de Ariquemes está no centro de uma cobrança que envolve lideranças políticas de Porto Velho, Guajará-Mirim e Nova Mamoré. A história é simples de contar, mas incomoda muita gente nos bastidores. Envolve dinheiro prometido, apoio político e uma conta que, segundo essas pessoas, nunca foi sanada.
Tem uma coisa que chama atenção nesse caso. O pré-candidato teria ido atrás de apoio em diferentes municípios, conversando com quem tem força de articulação em cada região. E, nessas conversas, teria prometido pagamento pelo trabalho de mobilizar votos e apoio. Só que, segundo os relatos, apenas parte desse valor chegou a ser paga.
As quantias cobradas variam bastante. Vão de quinhentos reais a cinco mil reais, dependendo de quem fez o acordo e do que foi combinado. As lideranças contam que receberam o primeiro pagamento, mas depois disso os repasses simplesmente pararam. E foi aí que a insatisfação começou a crescer entre quem topou entrar nessa articulação.
A audiência que deve discutir o assunto está marcada para o dia 31 de julho. A ideia é que as partes consigam chegar a algum tipo de entendimento sobre os valores que ainda estariam em aberto, ligados a compromissos firmados durante essa fase de conversas políticas.
Não é à toa que o caso ganhou peso entre grupos políticos do estado. Porto Velho concentra o maior número de eleitores de Rondônia, enquanto Guajará-Mirim e Ariquemes costumam pesar bastante em qualquer articulação política. Juntar essas três praças em torno de um mesmo problema não é pouca coisa, e ísso pode render se não resolvido da forma correta.
Quem participou das tratativas promete acompanhar de perto o desfecho. A audiência de 31 de julho é que vai mostrar se existe espaço para acordo ou se a cobrança vai seguir por outras vias.
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