A discussão sobre acordos políticos que não avançaram voltou a ganhar espaço entre lideranças e pré-candidatos em Rondônia, justamente em um momento em que o calendário eleitoral se aproxima do prazo final e obriga partidos a definirem seus caminhos com rapidez. Nos corredores da política, esse tipo de lembrança costuma reaparecer sempre que as negociações entram na fase decisiva, quando cada decisão passa a ter peso maior dentro das chapas e alianças.
Esse ambiente não é novo para quem acompanha a política do estado há mais tempo, porque episódios semelhantes já ocorreram em outras disputas e acabaram deixando registros na memória de lideranças e militantes. Quando se revisita o histórico recente, surgem situações que ajudam a explicar por que muitos pré-candidatos preferem agir com cautela e evitar compromissos que possam mudar perto da reta final, especialmente quando as definições dependem de articulações internas e ajustes entre partidos.
Entre os nomes mais citados nessas conversas aparece o de Léo Moraes, atual prefeito de Porto Velho e presidente estadual do Podemos. Em disputas anteriores, aliados relatam que algumas articulações acabaram tomando outro rumo ao longo do processo político, o que fez com que determinados projetos não seguissem adiante da forma inicialmente prevista. Um dos casos lembrados envolve o ex-deputado federal Carlos Magno, que em determinado momento participou de negociações políticas e acabou ficando fora de arranjos partidários construídos posteriormente.
Outro ponto que também passou a circular com mais frequência envolve o atual deputado estadual Delegado Camargo. Nos bastidores do partido, interlocutores relatam que houve um período em que o nome dele chegou a ser cogitado para disputar o Governo de Rondônia pelo Podemos, expectativa semelhante à que também teria sido apresentada ao prefeito de Vilhena, Flori, em momento anterior. Com o passar do tempo, essas possibilidades deixaram de avançar e novas alternativas passaram a ser avaliadas dentro do grupo político.
Mais recentemente, lideranças políticas comentam a possibilidade de uma mudança mais ampla na composição da disputa eleitoral. Conversas reservadas indicam que o Podemos pode integrar uma aliança em que ocuparia a posição de vice em uma chapa encabeçada pelo senador Marcos Rogério. Dentro dessa hipótese, o nome mencionado para essa função seria o de Márcio Barreto, tio de Léo Moraes e irmão de Sandra Moraes, cenário que ainda depende de definições internas e de acordos entre os partidos envolvidos.
Esse tipo de movimentação costuma gerar expectativa entre os integrantes das chapas proporcionais, principalmente quando as decisões ficam para perto do limite estabelecido pela legislação eleitoral. Dentro do próprio Podemos, alguns pré-candidatos acompanham as articulações com atenção, porque existe o receio de que mudanças de direção ocorram na última hora e acabem interferindo diretamente na formação das nominatas.
O calendário eleitoral ajuda a entender por que esse período costuma ser marcado por negociações intensas e ajustes constantes. O prazo final para filiações partidárias e mudanças de partido dentro da chamada janela partidária termina no dia 4 de abril de 2026, e até essa data ainda existe espaço para novas conversas e definições que fazem parte da dinâmica das disputas eleitorais em Rondônia.
Participe da nossa comunidade!
Clique aqui para entrar no grupo do WhatsApp















