A juíza eleitoral Letícia Botelho determinou nesta terça-feira, 19 de maio, a retirada imediata da pesquisa eleitoral registrada sob o número RO-02673/2026, divulgada pelo Instituto Veritá Ltda. O levantamento havia sido publicado na última quarta-feira e tratava das intenções de voto para o Governo de Rondônia e o Senado Federal.
A decisão, em caráter liminar, impede o instituto de divulgar, compartilhar, impulsionar ou manter o conteúdo acessível ao público. A empresa também deverá remover a pesquisa de seus canais oficiais, incluindo sites, redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais sob seu controle. O prazo definido pela Justiça é de 24 horas.
Caso a determinação não seja cumprida, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil. O valor poderá ser revisto pela Justiça se houver reincidência ou resistência ao cumprimento da ordem.
Além da suspensão da pesquisa, o Instituto Veritá foi notificado para apresentar defesa dentro do prazo previsto pela Resolução nº 23.600/2019 do Tribunal Superior Eleitoral.
A decisão pede esclarecimentos sobre divergências nas datas de coleta informadas no sistema PesqEle e no relatório apresentado pelo instituto. Segundo a ação, o sistema registra entrevistas entre os dias 4 e 8 de maio, enquanto o relatório aponta coleta entre 6 e 10 de maio.
A Justiça também solicitou informações sobre os municípios e bairros pesquisados, quantidade de entrevistas por região, relatórios de campo, forma de aplicação das entrevistas, critérios de checagem dos questionários, justificativa técnica do fator de ponderação informado e a versão completa do questionário utilizado.
A ação foi apresentada pelo PSD, que apontou falhas no registro da pesquisa, inconsistências metodológicas, falta de detalhamento territorial e dúvidas sobre a comprovação do autofinanciamento do levantamento.
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