A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 19 de maio, a 7ª fase da Operação Compliance Zero, que apura o suposto vazamento de informações sigilosas ligadas à investigação.
Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e medidas cautelares autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. Entre elas está a suspensão do exercício da função pública de um policial federal apontado como suspeito de envolvimento no caso.
Segundo informações divulgadas pelo Supremo, o investigado atua como perito criminal federal e teria repassado a integrantes da imprensa dados sigilosos relacionados ao início das investigações.
O material vazado continha informações obtidas a partir da análise de apreensões feitas nas primeiras fases da operação. O servidor deverá responder por suspeita de violação de sigilo funcional, crime previsto no Código Penal com pena que varia de seis meses a seis anos de prisão.
De acordo com o Supremo, a operação desta terça teve como objetivo impedir novos vazamentos e reunir provas sobre a possível participação do perito no repasse ilegal de informações.
A decisão que autorizou a operação foi mantida sob sigilo pelo ministro André Mendonça.
Em nota, o Supremo afirmou que a investigação não mira jornalistas nem veículos de comunicação. O texto informa que as medidas adotadas “não implicam qualquer direcionamento investigativo contra jornalistas ou veículos de imprensa”.
A Corte também declarou que estão garantidos o sigilo da fonte e a liberdade de atuação jornalística, previstos no artigo 5º da Constituição Federal.
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