O sistema de segurança pública de Rondônia viveu uma manhã de intensa movimentação nesta sexta feira com o lançamento da Operação Tabuleiro. A ação coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, conhecida como FICCO, surge como uma resposta necessária e contundente após o serviço de inteligência detectar um plano arquitetado por facções criminosas para realizar ataques diretos contra servidores que atuam no sistema penitenciário do estado.
A operação concentrou seus esforços em locais estratégicos nas cidades de Porto Velho e Vale do Paraíso, onde dezenas de policiais foram mobilizados para cumprir ordens judiciais expedidas pela 1ª Vara de Garantias da capital. No total, as equipes executaram 23 mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão. O objetivo central é atingir o coração das lideranças dessas organizações, que tentam desestabilizar a ordem pública através da intimidação de agentes do Estado.
Durante o trabalho de investigação que antecedeu as prisões, as autoridades conseguiram reunir um volume importante de provas que evidenciam o funcionamento interno dessas facções. Entre o material apreendido e identificado estão pichações com símbolos que marcam o território dos grupos, manuscritos contendo as rígidas regras de conduta impostas aos membros e diversos aparelhos celulares. Esses dispositivos eram utilizados para coordenar as ações criminosas e manter a comunicação entre os integrantes que estão dentro e fora das unidades prisionais.
O sucesso da Operação Tabuleiro é fruto de um modelo de trabalho integrado que une forças de diferentes esferas. A FICCO em Rondônia é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e pelas polícias penais estadual e federal. Essa união de esforços contou ainda com o apoio vital do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o GAECO, vinculado ao Ministério Público. Essa estrutura robusta permite que as investigações alcancem ramificações profundas do crime organizado, combatendo não apenas o tráfico de drogas e a associação criminosa, mas também crimes graves como o homicídio qualificado.
Para os servidores do sistema prisional e seus familiares, a deflagração desta operação representa um alívio e a reafirmação de que o Estado está atento às ameaças sofridas por quem atua na linha de frente da segurança. Os investigados agora estão à disposição da justiça e poderão responder por crimes que somados representam penas severas. A continuidade das ações integradas reforça o compromisso de manter a paz social e a integridade de todos aqueles que dedicam suas vidas à proteção da sociedade rondoniense.
Participe da nossa comunidade!
Clique aqui para entrar no grupo do WhatsApp



















