Na 13ª edição da Rondônia Rural Show, o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves passou pelas agroindústrias de café com o deputado Cirone Deiró, seu companheiro na chapa como vice. Ambos pararam em diversos estandes, provaram o café beneficiado na região e conversaram com cafeicultores que transformaram suas pequenas propriedades em negócios rentáveis. “As agroindústrias aqui mostram um diferencial que Rondônia tem e que poucos estados conseguem”, disse Chaves.
O café em Rondônia não é apenas um produto agrícola. Ele representa a possibilidade concreta de alguém com pouco capital se tornar produtor de classe média-alta. Com dois ou três hectares e um investimento entre 50 mil e 100 mil reais, uma pessoa consegue montar seu próprio negócio. O deputado Cirone chamou a bebida de “Ouro Verde” do Estado, e não é exagero. Aqui, dois hectares de café robusta geram renda mensal de R$ 9.500,00.
Quando você observa os números, eles falam alto. Rondônia produz 63,6 sacas de café por hectare, a maior média do país. É o quinto maior produtor nacional e este ano deve bater recorde com colheita estimada de 2,7 milhões de sacas. Chaves enxerga nesses números uma oportunidade que vai além do agro. “O PIB do Estado pode dobrar em três ou quatro anos se a gente focar nisso”, estimou.
A lógica dele faz sentido quando você pensa nos efeitos em cascata. Cada novo produtor que surge se torna consumidor de outros serviços. Precisa de transporte, de embalagem, de logística, de comércio local. A riqueza fica no Estado e circula entre as pessoas. É por isso que Chaves insiste que a agroindústria é a vocação de Rondônia, não aqueles projetos industriais gigantes que custam milhões e geram pouco emprego.
Ele mesmo viu isso acontecer quando foi prefeito de Porto Velho. Distribuiu dois milhões e quinhentas mil mudas de café para produtores da Ponta do Abunã e a região passou por uma transformação. “Aquilo foi uma revolução no cultivo daquela área”, lembrou. Agora, como pré-candidato ao governo, quer expandir o mesmo modelo para todo o Estado. “Meu compromisso é fazer isso em todos os cantos de Rondônia”.
Chaves disse algo revelador durante a visita. “Nosso maior ativo não são as terras férteis nem o regime de chuvas. O grande ativo somos nós, o povo rondoniense”. Parece simples, mas resume exatamente o que torna o café local viável. Não é uma vantagem natural que o Estado possua sozinho. Outros lugares têm solo e chuva. A diferença está na capacidade das pessoas de aproveitar isso e transformar em oportunidade de vida.
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