A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 13 de maio, a Operação Off-Balance para investigar supostas irregularidades na aplicação de recursos do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar, na Grande São Paulo. A apuração envolve cerca de R$ 107 milhões direcionados para investimentos considerados de alto risco entre agosto de 2023 e março de 2024.
Segundo a investigação, aproximadamente R$ 87 milhões foram aplicados em Letras Financeiras ligadas ao Banco Master, enquanto outros R$ 20 milhões foram destinados ao Banco Daycoval. A PF suspeita de gestão temerária dos recursos previdenciários, além de possíveis falhas de governança, ausência de análise técnica adequada e deficiência na avaliação de riscos das operações.
Na época das aplicações, o prefeito de Cajamar era Danilo Joan, atual vice-presidente estadual do PP em São Paulo e pré-candidato a deputado estadual. Apesar disso, a Polícia Federal informou que o ex-prefeito não é alvo da operação.
As aplicações ligadas ao Banco Master ocorreram em outubro e dezembro de 2023, além de março de 2024. Segundo fontes da investigação citadas pela reportagem, as apurações estão concentradas principalmente nos gestores do instituto previdenciário municipal.
A operação cumpriu seis mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares de afastamento de função pública e indisponibilidade de bens. As ordens judiciais foram expedidas pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo e tiveram cumprimento em Cajamar, Boituva e na capital paulista.
Entre os investigados aparecem integrantes da direção e do comitê de investimentos do IPSSC. Estão entre os alvos o ex-diretor executivo Luiz Henrique Miranda Teixeira, o diretor administrativo e financeiro Milton Marques Dias, o diretor de benefícios Marcelo Ribas de Oliveira e o subsecretário municipal Rafael Petrozziello, todos ligados ao comitê responsável pelas aplicações financeiras do instituto.
A Prefeitura de Cajamar informou que o instituto possui autonomia administrativa, financeira e patrimonial para gerir os recursos previdenciários dos servidores municipais. Em nota, a administração afirmou que os investimentos seguiram as normas vigentes à época e destacou que não há confirmação de prejuízo ao pagamento de aposentadorias e pensões.
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