Manifestação feita pelo vereador Marcos Combate, do partido Avante, passou a circular em redes sociais depois que ele declarou que a obra conhecida como Expresso Porto não é uma iniciativa criada pela Prefeitura de Porto Velho, mas uma intervenção que já estava prevista dentro do contrato de concessão da BR-364 firmado pelo governo federal com a concessionária responsável pela rodovia. A declaração menciona ainda a existência de articulação política para alterar o nome da via, assunto que ganhou repercussão em meios digitais e entre representantes políticos.
Registros oficiais do Ministério dos Transportes confirmam que o contrato de concessão da BR-364 foi assinado em julho de 2025, com previsão de investimentos superiores a dez bilhões de reais ao longo de trinta anos para manutenção, ampliação e modernização da rodovia entre Porto Velho e Vilhena. O documento estabelece a execução de diversas obras estruturais, incluindo duplicações, faixas adicionais e novos acessos logísticos ligados ao sistema portuário da capital.
Dados técnicos da Agência Nacional de Transportes Terrestres mostram que o projeto da concessão inclui a construção de aproximadamente 34 quilômetros de novos acessos ao porto de Porto Velho, intervenção considerada parte do pacote de melhorias obrigatórias da concessionária dentro do programa rodoviário federal. Esse trecho corresponde justamente ao corredor utilizado para o transporte de cargas entre a BR-364 e a região portuária do rio Madeira.
Documentos do próprio Ministério dos Transportes indicam que a obra de ligação ao porto integra o conjunto de intervenções previstas na chamada Rota Agro Norte, que contempla a construção de acessos rodoviários estratégicos entre a BR-364 e terminais logísticos localizados na Estrada da Penal e em áreas portuárias privadas.
Ao mesmo tempo, registros publicados pela Prefeitura de Porto Velho informam que a administração municipal realizou tratativas institucionais para antecipar o início da pavimentação da via, já que o cronograma inicial previa a execução apenas em anos posteriores dentro do contrato de concessão. Segundo o município, a articulação administrativa buscou acelerar a obra devido ao fluxo intenso de caminhões que utilizam a estrada e acabam atravessando bairros urbanos da capital.
Informação divulgada oficialmente pelo município no início de maio de 2026 registra a assinatura da ordem de serviço para o início da pavimentação do acesso ao Porto Novo, trecho conhecido como Expresso Porto, com cerca de 35 quilômetros de extensão ligando a BR-364 à área portuária às margens do rio Madeira.
Histórico institucional mostra ainda que a estrada conhecida como Expresso Porto começou a ser aberta em 2015 como uma rota alternativa destinada a retirar o tráfego pesado do perímetro urbano de Porto Velho, funcionando como ligação direta entre a rodovia federal e os terminais de carga da capital.
Na mesma declaração divulgada nas redes sociais, o vereador afirmou que existe uma movimentação política envolvendo lideranças estaduais e federais para alterar o nome da via para Expresso Paulo Moraes. Até o momento, não há registro em diário oficial, lei aprovada ou ato administrativo publicado confirmando mudança formal na denominação da estrada.
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