Um veículo parado numa rua de Porto Velho, seguranças armados por perto, e dentro do carro uma quantia que chama atenção pelo tamanho. Foi assim que a Polícia Federal, nesta segunda-feira (3/8), chegou aos R$ 2 milhões apreendidos em espécie durante uma ação contra lavagem de capitais na capital de Rondônia.
A operação contou com apoio técnico da Controladoria-Geral da União e partiu de um trabalho de inteligência que já vinha sendo montado havia um tempo. As equipes abordaram o veículo pouco depois de o dinheiro ter sido sacado numa agência bancária, e foi aí que a coisa ficou mais reveladora. O condutor não estava sozinho. Ele era escoltado por seguranças armados, que, ao perceberem a aproximação policial, tentaram fugir. Só que não deu certo, e os dois acabaram localizados ao longo das diligências que se seguiram.
O que mais chama atenção nesse caso é a justificativa dada para os saques. Segundo apurou a Polícia Federal, o dinheiro estava sendo retirado sistematicamente em Porto Velho sob a alegação de que se destinava ao pagamento de um fornecedor de uma obra em outro município. O problema é que essa explicação não fecha. A distância entre onde o dinheiro era sacado e onde a obra estaria localizada não bate com a lógica de quem realmente precisa pagar um fornecedor no local do serviço.
Agora, as investigações seguem para apurar até onde vai a participação de cada um dos envolvidos. Eles podem responder pelo crime de lavagem de capitais, e outros desdobramentos ainda podem surgir conforme o caso avança.
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