O Hospital Regional de Cacoal inaugurou nesta quarta-feira, dia 16 de setembro, a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal que a cidade esperava havia quase uma década. A entrega só aconteceu porque o Ministério Público de Rondônia entrou com uma ação civil pública em 2020, cobrando solução para um problema que incomodava famílias inteiras, já que recém-nascidos e puérperas precisavam ser transferidos para Ariquemes ou até Porto Velho, cidades a cerca de 500 quilômetros de distância, sempre que havia necessidade de cuidados intensivos.
O promotor de Justiça Marcos Ranulfo Ferreira assinou a ação depois de constatar algo difícil de acreditar, pois parte dos equipamentos que hoje atendem os bebês estava simplesmente fechada em caixas dentro do próprio hospital desde 2017, sem uso e sem data para funcionar. Enquanto isso, gestantes de alto risco e recém-nascidos que precisavam de suporte respiratório ou térmico dependiam de vagas em outras cidades, o que aumentava o risco durante o transporte e atrasava o atendimento logo nas primeiras horas de vida.
A Justiça determinou em 2024 que os leitos fossem implantados, e o Ministério Público acompanhou o processo de perto, pedindo ainda que o Conselho Regional de Medicina ajudasse a fiscalizar se o serviço passaria a funcionar do jeito que deveria assim que fosse entregue. Passaram-se mais dois anos até a inauguração sair do papel, mas a espera terminou com uma estrutura maior do que a simples reativação dos aparelhos que ficaram parados por tanto tempo.
A nova unidade conta com oito leitos voltados aos recém-nascidos, sendo quatro de terapia intensiva e outros quatro de cuidados intermediários, o que deve trazer mais segurança tanto para os bebês quanto para as famílias da região, que não precisarão mais viajar centenas de quilômetros em situações de emergência. O secretário de Estado de Saúde, Edilton Oliveira dos Santos, e o prefeito Tony Pablo de Castro Chaves acompanharam a cerimônia, ao lado do promotor responsável pela ação, que fez questão de estar presente depois de anos cobrando essa mudança pela via judicial.
Segundo o MPRO, o acompanhamento não termina com a inauguração, uma vez que o órgão pretende continuar monitorando o funcionamento da UTI Neonatal junto ao Conselho Regional de Medicina, garantindo que os oito leitos entregues nesta quarta-feira sigam operando como planejado nos próximos meses.
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