O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Núcleo de Atendimento à Vítimas (Navit), realizou uma oficina de formação de multiplicadoras do projeto “Junt@s até o fim”, na tarde da quinta-feira (14/5), no auditório da instituição, em Porto Velho. A ação teve como objetivo promover atividades de prevenção à violência de gênero, estimular a igualdade e fortalecer a rede de apoio entre mulheres no ambiente universitário.
A atividade integra a implementação do projeto, que possui caráter preventivo e educativo. A proposta busca mobilizar professoras e lideranças femininas das instituições de ensino superior da capital, formando mulheres capazes de repassar informações e ampliar o alcance das ações dentro das universidades.
A coordenadora do Navit, promotora de Justiça Tânia Garcia, afirmou que o projeto busca garantir que nenhuma mulher, seja aluna ou professora, se sinta isolada ou insegura no ambiente universitário. Segundo ela, a iniciativa pretende incentivar o protagonismo feminino por meio do acolhimento, da integração e da segurança, contando com o apoio institucional do Ministério Público.
O encontro marcou uma etapa inicial de diálogo e ampliação do grupo participante. A mobilização, impulsionada principalmente pelas alunas, já envolve docentes, lideranças acadêmicas, estagiárias, integrantes do Navit e da comunicação institucional, preparando as próximas fases do projeto. “A partir de hoje, comprometemo-nos a caminhar juntas até o fim”, afirmou a promotora.
Para a acadêmica do 2º período de Direito, Beatriz Benante, a iniciativa contribui diretamente para a conscientização dentro das universidades. “Eu acho muito importante, porque muitas alunas passam por algumas situações de violência e, às vezes, não conseguem identificar ou sair dessa situação”, declarou.
Entre as ações previstas está o mapeamento de lideranças femininas nas universidades de Porto Velho. O levantamento busca identificar mulheres que ocupam posições de referência dentro das instituições, facilitando a comunicação e a organização de ações conjuntas voltadas ao enfrentamento da violência e da desigualdade no ambiente acadêmico.
Também estão previstos encontros formativos e a produção de materiais educativos com foco na prevenção da violência de gênero. A proposta é orientar a comunidade acadêmica de forma acessível e objetiva.
O projeto aposta ainda na formação de redes de apoio envolvendo professores, professoras, alunos e alunas. A criação dessas redes busca ampliar a troca de informações e fortalecer o suporte entre as participantes. A formação de multiplicadoras é considerada um dos principais eixos da iniciativa, permitindo que o conteúdo seja compartilhado com mais pessoas dentro das instituições de ensino.
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) define violência doméstica e familiar contra a mulher como qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico, além de danos morais ou patrimoniais. Recentemente, também foi incluída a violência vicária. Esse tipo de violência pode ocorrer no ambiente doméstico, familiar ou em relações íntimas de afeto.
Com o projeto “Junt@s até o fim”, o MPRO pretende ampliar o conhecimento sobre o tema, incentivar denúncias e contribuir para a redução de situações de violência dentro do ambiente acadêmico.
Saiba onde buscar ajuda
O Ministério Público e os órgãos de segurança mantêm canais de atendimento para orientação e proteção imediata.
Emergência e risco imediato
Ligue 190, da Polícia Militar, ou procure a unidade de saúde mais próxima.
Ouvidoria do MPRO
WhatsApp (69) 99977-0127
Telefone (69) 3216-3700
Disque 127
Navit
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