A participação de estudantes em atividades de pesquisa científica passou a ganhar espaço dentro da formação acadêmica na área da saúde, principalmente quando iniciativas internas conseguem transformar aprendizado em resultados concretos. Um exemplo recente veio de uma oficina de produção científica realizada com acadêmicos da Faculdade Metropolitana, que utilizou dados oficiais do Ministério da Saúde por meio do sistema DATASUS para desenvolver estudos voltados à realidade da região Norte do país.
Ao todo, trinta estudantes participaram das atividades, que tiveram foco na construção de pesquisas e elaboração de resumos científicos. Durante o processo, foram produzidos dez trabalhos, dos quais sete foram submetidos à avaliação do comitê científico da Assembleia Geral da IFMSA Brazil UNNESA, um encontro nacional que reúne estudantes da área médica e discute temas ligados à saúde e à formação acadêmica. Desse total, cinco trabalhos receberam aprovação para apresentação em formato de banner, um resultado que colocou a instituição em posição de destaque entre as faculdades do estado de Rondônia.
Os estudos aprovados abordaram temas ligados à saúde pública e à realidade epidemiológica da região Norte, com análises baseadas em dados oficiais. Entre os assuntos pesquisados estão a mortalidade por câncer de colo do útero, doença pulmonar obstrutiva crônica, hepatite viral e tuberculose, além de um levantamento sobre mortes autoprovocadas com recorte por gênero na Amazônia brasileira, todos desenvolvidos com base em informações registradas nos sistemas nacionais de saúde.
Para a diretora de pesquisa e extensão, o resultado alcançado representa um avanço no processo de formação acadêmica e mostra que a participação dos estudantes em atividades científicas pode gerar produção consistente e reconhecida em âmbito nacional. Segundo ela, a aprovação de cinco trabalhos entre sete submetidos demonstra o envolvimento dos acadêmicos e a capacidade de transformar dados em estudos que contribuem para o conhecimento na área da saúde.
A coordenação das oficinas também destacou que a experiência permitiu aos estudantes desenvolver habilidades relacionadas à análise de dados, interpretação de informações e elaboração de pesquisas, competências consideradas importantes para a formação de futuros profissionais da área médica. O envolvimento direto com a pesquisa científica, segundo a organização, fortalece a ligação entre ensino, extensão e produção acadêmica, criando oportunidades para que os alunos participem de eventos e apresentem resultados baseados em dados reais.
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