O Tribunal Superior Eleitoral divulgou o retrato mais recente do eleitorado brasileiro, e o resultado desmonta a ideia de que o país cresce sempre no mesmo ritmo em todas as regiões. Serão 158.745.463 pessoas aptas a votar no dia 4 de outubro, quando o Brasil escolhe presidente, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. Esse total representa um aumento de 2.291.452 eleitores frente às eleições de 2022, alta de 1,46% no país como um todo.
Só que esse número esconde diferenças grandes entre as regiões. A região Norte foi quem mais cresceu proporcionalmente nesses quatro anos. Saiu de 12,56 milhões de eleitores em 2022 para 13,1 milhões agora, um salto de 548.944 pessoas, equivalente a 4,37%. A região passou a responder por 8,26% de todo o eleitorado nacional.
Esse avanço não vem distribuído igualmente entre os sete estados nortistas. Boa parte da força puxa de Roraima, que teve a maior expansão proporcional entre todas as unidades da federação do país, com alta de 9,63%. Tocantins vem logo atrás, com 8,07%, dividindo com Mato Grosso, que cresceu 6,84%, o pódio dos estados que mais ganharam eleitores no Brasil inteiro.
Em números absolutos, porém, quem manda no eleitorado nortista é o Pará. O estado reúne sozinho 6.265.355 eleitores, o equivalente a quase metade, 48%, de tudo que a região tem. Atrás dele aparece o Amazonas, com 2.801.182 eleitores, depois Tocantins, com 1.182.307, Acre, com 614.375, Amapá, com 577.534, e Roraima fechando a lista com 401.496, mesmo tendo crescido mais que qualquer outro estado do país proporcionalmente.
Enquanto o Norte comemora esse avanço, o Centro-Oeste também ficou acima da média nacional. A região foi de 11.539.323 para 11.997.001 eleitores, um acréscimo de 457.678 pessoas, alta de 3,97%, e hoje reúne 7,56% do eleitorado do país. O Nordeste cresceu 2,69%, saindo de 42.390.976 para 43.529.845 eleitores, mantendo os 27,42% de participação nacional. Já o Sul teve o avanço mais modesto entre as regiões que cresceram, 1,34%, passando de 22.558.759 para 22.861.012 eleitores, e representa 14,40% do total.
O Sudeste é onde a história muda de figura. Mesmo continuando como a região com mais eleitores do Brasil, foi a única a perder gente no período. Caiu de 66.707.465 para 66.329.375 pessoas aptas a votar, uma redução de 378.090 eleitores, e viu sua fatia do eleitorado nacional encolher de 42,64% para 41,78%.
São Paulo segue isolado como o maior colégio eleitoral do país, com 34.104.226 eleitores, 21,48% de tudo que o Brasil tem. Minas Gerais aparece em segundo, com 16.377.659 eleitores, seguido por Rio de Janeiro, com 12.857.000, Bahia, com 11.321.005, e Paraná, com 8.609.026. Juntos, esses cinco estados reúnem 83.268.916 eleitores, mais da metade, 52,45%, de todo o eleitorado brasileiro.
Um detalhe chama atenção à parte. O eleitorado brasileiro que mora fora do país deu o maior salto proporcional de todos, indo de 697.078 para 918.876 pessoas, alta de 31,82%. É um número que mostra como a emigração recente também aparece nas urnas.
No recorte por idade, a faixa de 40 a 44 anos segue como a mais numerosa do país, com 15.994.391 eleitores. Entre homens e mulheres, o eleitorado masculino cresceu 1,08% no período, indo de 74.044.065 para 74.845.001 pessoas, e segue como minoria diante do contingente feminino, maior na maioria dos estados brasileiros.
Participe da nossa comunidade!
Clique aqui para entrar no grupo do WhatsApp

















