Irã entra em dias de caos com protestos, mortes e repressão nas ruas

Crise econômica empurra população às ruas, regime reage com violência e corta comunicação do país
Irã entra em dias de caos com protestos, mortes e repressão nas ruas
Reprodução Internet

O Irã vive dias de forte instabilidade. Protestos se espalham por várias cidades, a repressão aperta e o número de mortos cresce, enquanto o governo tenta conter a revolta com força policial e bloqueio de informações. As manifestações começaram por causa do custo de vida, mas rapidamente ganharam tom político.

Desde o fim de dezembro, milhares de iranianos ocupam ruas de Teerã, Isfahan, Shiraz e Mashhad. A inflação alta, o desemprego e a desvalorização da moeda tornaram a vida insustentável para famílias inteiras. Comerciantes fecharam lojas. Trabalhadores cruzaram os braços. Jovens lideram atos noturnos, mesmo diante do risco.

A resposta do Estado veio rápida e dura. Forças de segurança usaram balas reais, gás lacrimogêneo e prisões em massa para dispersar multidões. Organizações de direitos humanos falam em centenas de mortos e milhares de detidos, embora números oficiais não confirmem os dados. O governo reduziu o acesso à internet e a telefonia móvel em várias regiões, dificultando a circulação de informações.

Com isso, vídeos que escapam da censura mostram ruas em chamas, barricadas improvisadas e confrontos diretos com a polícia. Moradores relatam medo constante, sirenes durante a madrugada e revistas em bairros inteiros. Ainda assim, os protestos seguem.

No centro da crise está o regime teocrático que governa o Irã desde 1979. Manifestantes passaram a gritar palavras de ordem contra a liderança religiosa e pedem mudanças profundas no poder. Esse movimento amplia a tensão política e coloca o governo sob pressão inédita nos últimos anos.

No exterior, líderes internacionais condenam a violência e pedem contenção. Teerã, por sua vez, acusa países ocidentais de estimular a revolta. Enquanto isso, figuras da oposição no exílio convocam greves e mais mobilização, especialmente no setor de petróleo, base da economia iraniana.

O país segue paralisado entre o medo e a insatisfação. A cada dia, cresce a incerteza sobre até onde vai a repressão e quanto tempo a população vai aguentar. O Irã entrou em um momento decisivo, com impacto direto dentro e fora de suas fronteiras.

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