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Crise na coleta de lixo pressiona Prefeitura e contrato deve ser encerrado em Porto Velho

O acúmulo de lixo em bairros da capital elevou a pressão política e levou a Prefeitura a encaminhar o fim do contrato com a empresa responsável pela coleta, decisão que ainda depende de ajustes técnicos e financeiros.
Crise na coleta de lixo pressiona Prefeitura e contrato deve ser encerrado em Porto Velho
Reprodução Internet

A situação da coleta de lixo em Porto Velho continua sem solução concreta e, em algumas regiões, o cenário tem se agravado ao ponto de acender um alerta dentro da Câmara Municipal de Porto Velho, onde o líder do governo, o vereador Breno Mendes, afirmou que bairros da capital estão próximos de enfrentar uma crise sanitária, descrevendo o risco como iminente diante da permanência de resíduos nas ruas por vários dias.

O pronunciamento ocorreu após sucessivas denúncias sobre a má qualidade do serviço, com relatos de lixo acumulado em diferentes pontos da cidade, situação que, segundo o vereador, transmite à população a sensação de abandono e exige uma resposta mais rápida do poder público, porque o problema deixou de ser pontual e passou a fazer parte da rotina de quem vive em diversas comunidades.

Antes de subir à tribuna, Breno esteve reunido com o prefeito Léo Moraes, na sede da Prefeitura de Porto Velho, onde apresentou um levantamento com fotos e vídeos de ruas em que o lixo não é recolhido há dias, material que ajudou a dimensionar a extensão do problema e a reforçar a pressão por uma decisão administrativa.

Dois dias depois, uma reunião interna praticamente definiu o rompimento do contrato entre o município e o Consórcio Eco Porto Velho, embora ainda sejam necessários ajustes técnicos e financeiros, com a avaliação de que a mudança deve ocorrer em breve, diante do desgaste político e das reclamações constantes da população.

Durante sua fala, o vereador também fez um apelo aos órgãos de controle, citando o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, para que deixem os gabinetes e acompanhem de perto a realidade dos bairros, defendendo que a fiscalização aplicada a outras áreas essenciais seja estendida ao serviço de coleta de lixo.

O problema teve início no último trimestre do ano passado, quando, por decisão judicial, houve a troca da empresa responsável pelo serviço, com a saída da Marquise, que atuava havia décadas, e a entrada do consórcio atual, que desde então passou a acumular críticas, multas e questionamentos na Justiça, sem conseguir normalizar a coleta em uma cidade do porte de Porto Velho.

Pelo que vem sendo tratado, a empresa deve permanecer por cerca de 30 dias, tempo considerado necessário para a contratação de uma nova prestadora, enquanto a expectativa da administração é de que a mudança traga algum alívio à população e restabeleça um serviço básico que, nos últimos meses, se transformou em uma das principais fontes de insatisfação na capital.

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