A Polícia Civil de Rondônia divulgou, na manhã desta segunda-feira, novas informações sobre a morte da professora Juliana de Matos Lima Santiago, assassinada dentro de uma faculdade em Porto Velho na última sexta-feira, e afirmou que o principal elemento identificado até agora nas investigações é a incapacidade do autor do crime de aceitar a rejeição imposta pela vítima.
Durante coletiva de imprensa, a Polícia Civil informou que versões apresentadas pelo acusado foram analisadas e descartadas ao longo da apuração, entre elas a alegação de que mantinha um relacionamento amoroso com a professora e que o crime teria sido motivado por ciúmes, após um suposto afastamento para que ela retomasse um casamento anterior, hipótese que, segundo os investigadores, não encontra qualquer respaldo nos fatos apurados.
De acordo com a polícia, Juliana sempre manteve uma postura clara e firme no ambiente acadêmico, limitando a relação ao vínculo profissional entre professora e aluno, deixando explícito que não aceitava aproximações pessoais ou investidas que ultrapassassem esse limite, o que foi confirmado por depoimentos e outros elementos reunidos no inquérito.
As investigações indicam que o acusado não soube lidar com essa negativa e teria agido por não aceitar que suas tentativas de aproximação não foram correspondidas, linha que, até o momento, sustenta a principal motivação apontada pela polícia para o crime ocorrido dentro da instituição de ensino.
Outro ponto esclarecido pela corporação diz respeito à informação de que o ataque teria ocorrido por conta de uma reprovação acadêmica, versão que também foi descartada, já que o aluno não possuía histórico de baixo rendimento e não havia sido reprovado por margem mínima, como chegou a circular inicialmente.
Segundo a Polícia Civil, o crime é tratado como premeditado, e as investigações continuam em andamento para a confirmação completa dessa tese, enquanto o acusado, preso em flagrante no dia dos fatos, teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia e permanece detido, com o inquérito devendo ser concluído em até dez dias, conforme prevê a legislação.
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