A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (17) que analisa uma intervenção na empresa A2 Transportes, após a companhia ser citada em operação da Polícia Civil e do Ministério Público que apura suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo da capital paulista. A A2 não é alvo direto da ação policial, mas um de seus sócios teve a prisão temporária decretada pela Justiça.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) criou um grupo de trabalho com integrantes da Procuradoria-Geral do Município, da Controladoria-Geral, da SPTrans e da Secretaria Municipal de Mobilidade para avaliar juridicamente, tecnicamente e operacionalmente a situação. Nunes afirmou que deve tomar uma decisão ainda nesta quinta e garantiu que o transporte público da cidade não corre risco de interrupção. A medida é semelhante à adotada em 2024 com as empresas Transwolff e UpBus, na operação Fim da Linha.
O Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou a prisão temporária de 16 investigados apontados como integrantes ou colaboradores de uma organização criminosa que teria buscado o controle de empresas do setor e influência em contratos e licitações. Entre os alvos estão o ex-vereador Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara Municipal, e Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans. Em trecho da decisão, o desembargador Sérgio Ribas afirma que as investigações indicam que 12 das 22 empresas que operam o transporte coletivo na capital seriam, em tese, controladas pelo PCC.
O empresário Paulo Sirqueira Korek Farias, apontado como proprietário da A2 e gestor de outras companhias do setor, é descrito na investigação como ‘testa de ferro’ da facção. Seu advogado afirmou que ele classifica as suspeitas como ‘ilações’ e que está propenso a se apresentar à Corregedoria para fazer esclarecimentos. Julio Salvador Filho, diretor da A2, também teve a prisão temporária decretada por supostamente autorizar pagamentos a pessoas identificadas como ‘laranjas’ do grupo investigado.
Com informações de G1 São Paulo.
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