O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite, do União Brasil, afirmou ser inocente das acusações que o tornaram alvo da Operação Vectura Corrupta, deflagrada nesta quinta-feira (17) pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo. Em nota divulgada por sua assessoria, ele negou estar foragido e informou que se encontra em viagem, comprometendo-se a se apresentar às autoridades em até 24 horas. Por telefone, ao ser contactado pela TV Globo, o ex-parlamentar classificou a operação como uma perseguição e negou veementemente qualquer envolvimento nos crimes investigados.
A Polícia Civil passou a considerá-lo fugitivo após policiais irem à sua residência para cumprir o mandado de prisão e não o encontrarem. Segundo apuração da GloboNews, uma funcionária do imóvel relatou que Milton Leite estava em casa até a tarde de quarta-feira (16) e saiu à noite para um compromisso de campanha. Agentes permaneceram no local para cumprir mandado de busca e apreensão.
A investigação aponta que decisões estratégicas ligadas a empresas de transporte suspeitas de conexão com o Primeiro Comando da Capital dependiam do conhecimento ou da aprovação política de Milton Leite. O ex-vereador é citado nos documentos da operação como responsável direto pela operação de algumas das companhias que, segundo os investigadores, seriam controladas pela facção. Declarações de policiais militares prestadas no Tribunal de Justiça Militar indicam que ele seria o dono de fato da empresa Transwolff. A operação busca cumprir 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em São Paulo e em outros seis municípios, e já resultou na prisão do ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira e do ex-candidato a prefeito de Praia Grande Danilo Marco Morgado Silva.
Com informações de G1 São Paulo.
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