Sara Pinto Brito, uma das mulheres agredidas pelo capitão da Polícia Militar do Maranhão Jurambergson Gomes Soeiro Sobrinho Silva, falou pela primeira vez sobre o caso nesta quarta-feira (7), em entrevista à TV Mirante. Ela contou que não conhecia a outra vítima e que decidiu intervir ao ver a mulher caída no chão durante as agressões em um posto de combustível na Avenida Jerônimo de Albuquerque, em São Luís.
Sara relatou que tentou afastar o capitão da outra mulher, sem saber que ele estava armado. O militar passou a atacá-la com coronhadas e, mesmo após ela perder a consciência, continuou com chutes e golpes no rosto. Imagens registradas no local confirmam o relato. Durante a ocorrência, um disparo feito pelo capitão atingiu um homem que estava no estabelecimento.
A vítima afirmou que ainda sente os efeitos físicos e emocionais das agressões e disse estar com o rosto deformado. Ela declarou esperar que o caso resulte em responsabilização pela Justiça. Jurambergson já havia sido afastado das funções na PM e prestou depoimento na terça-feira (6), sendo liberado por não haver mandado de prisão em aberto. O pedido de prisão feito pela Polícia Civil no sábado (3) foi negado pela Justiça por causa das restrições eleitorais vigentes à época.
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