O presidente da China, Xi Jinping, não vai discursar na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas nesta sexta-feira (25). No lugar do líder chinês, o vice-presidente Han Zheng representa o país no principal encontro anual da diplomacia mundial, em Nova York.
Xi Jinping optou por permanecer em Washington, onde realiza uma visita de Estado aos Estados Unidos e participa de reuniões com o presidente americano Donald Trump. Segundo especialistas, a ausência na ONU é deliberada e reflete a visão do líder chinês sobre as Nações Unidas em relação a outros fóruns internacionais. O professor de relações internacionais da UERJ, Maurício Santoro, aponta que Xi tende a priorizar espaços com maior convergência ideológica ou onde a China exerce mais influência, como os fóruns criados pelo próprio país.
Xi Jinping discursou no plenário da ONU apenas uma vez desde que assumiu a presidência em 2013, em 2015. Nos últimos meses, porém, ele compareceu à Cúpula dos BRICS em Nova Délhi, à reunião da Organização para Cooperação de Xangai no Quirguistão e à Conferência Mundial de Inteligência Artificial em Xangai. Para a pesquisadora Larissa Wachholz, a decisão de não ir à ONU reforça o peso simbólico da visita bilateral aos Estados Unidos, sem que isso represente uma crítica ao multilateralismo.
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