O governo do Amazonas solicitou apoio federal para combater queimadas florestais e, em seguida, dispensou uma equipe de brigadistas mobilizada pelo governo federal antes mesmo de ela entrar em campo. A informação foi divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima após o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, coronel Orleilso Muniz, afirmar publicamente que o pedido de ajuda havia sido negado pela União.
Segundo o ministério, a solicitação chegou em 23 de setembro pelo Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal. A partir disso, foram mobilizados combatentes do projeto Respad e uma aeronave do projeto Pegasus. Em 30 de setembro, porém, o estado informou que chuvas haviam contribuído para o controle dos focos e dispensou a equipe. O ministério orientou ainda o governo estadual a formalizar pedido pelo Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, o que não havia ocorrido até este sábado (10).
Os bombeiros encaminharam ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, em 18 de setembro, um ofício pedindo quatro aeronaves para combate ao fogo, uma aeronave para transporte de equipes e recursos para compra ou aluguel de veículos. A resposta da pasta, assinada em 1º de outubro, informou que não havia equipamentos disponíveis para doação naquele momento. Neste sábado, as primeiras aeronaves enviadas pela União chegaram a Manaus, e uma comitiva federal foi anunciada para acompanhar as ações.
A fumaça encobriu Manaus pelo terceiro dia consecutivo. Por volta das 6h de sábado, sensores registraram concentração de partículas finas de 209,1 microgramas por metro cúbico na Zona Centro-Sul, índice mais de oito vezes acima do limite de 25 µg/m³ adotado como referência para boa qualidade do ar. Nos três pontos monitorados, a qualidade do ar foi classificada como péssima.
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