Pelo menos 48 pessoas morreram e cerca de 100 outras estão em tratamento no sul da Nigéria após consumirem uma bebida alcoólica artesanal suspeita de conter metanol. As autoridades informaram na quinta-feira, 17 de setembro de 2026, que um total de 182 pessoas podem ter sido afetadas.
Os casos foram registrados nas áreas de governo local de Odigbo e Irele, no estado de Ondo, segundo Banji Ajaka, secretário de Saúde do estado. Ajaka afirmou à Associated Press que os efeitos da substância são rápidos e graves, com danos aos rins, perda de visão e comprometimento cerebral. Uma das vítimas, Sola Adebayo, de 32 anos, relatou ao canal local TVC News que perdeu a visão no dia seguinte ao consumo da bebida.
A polícia do estado de Ondo prendeu 15 pessoas em conexão com o caso, incluindo uma suspeita de envolvimento na produção de substâncias com metanol. Moradores locais relataram à AP que a bebida consumida pode ter sido o “rabo de macaco”, uma mistura à base de ervas com alto teor alcoólico, adulterada com metanol. Relatos da mídia local apontam que a primeira morte ocorreu há quase duas semanas.
O consumo de álcool artesanal é frequente na Nigéria, o país mais populoso da África, sobretudo em zonas rurais, onde esse tipo de bebida é mais barato e pouco fiscalizado. A Agência Nacional para Administração e Controle de Alimentos e Medicamentos do país mantém uma proibição nacional à venda de álcool em sachês e pequenos recipientes plásticos, por considerar esses produtos facilmente acessíveis a crianças e jovens.
Com informações de G1 Mundo.
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