O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, criticou nesta segunda-feira (21) a recusa dos Estados Unidos em emitir vistos para jornalistas que acompanhariam a delegação iraniana na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Baghaei publicou uma nota na rede social X classificando a medida como uma tentativa de esconder a verdade e de perpetuar uma campanha de desinformação por meio da restrição ao acesso à informação.
O porta-voz fez ainda uma referência à Guerra Fria, afirmando que os Estados Unidos, que historicamente se orgulharam de contribuir para o fim da Cortina de Ferro, agora viveriam sob uma dentro de suas próprias fronteiras. A tensão entre os dois países em torno da Assembleia Geral já havia se manifestado antes, quando a delegação diplomática iraniana só recebeu autorização para entrar em território americano na quinta-feira (17), com restrições de circulação e proibição de compra de artigos de luxo. O Departamento de Estado confirmou que a comitiva será menor do que a do ano anterior e que as restrições alcançam o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
O contexto se agrava em meio ao conflito entre Irã e Estados Unidos, iniciado há sete meses após uma operação militar americana em conjunto com Israel contra território iraniano. Na última quinta-feira (17), especialistas em direitos humanos ligados à ONU afirmaram ter encontrado motivos razoáveis para acreditar que os EUA cometeram crimes de guerra em dois ataques no Irã, incluindo um bombardeio que atingiu uma escola na cidade de Minab, no sul do país.
Com informações de G1 Mundo.
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