O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, percorreu cidades do Paraná nesta quarta-feira (16) como parte de sua agenda de campanha. Em coletiva realizada em Londrina, no norte do estado, ele afirmou que, caso eleito, vai encerrar o financiamento público de grandes shows com cachês milionários, por entender que esses eventos não contribuem para a cultura brasileira. No lugar, prometeu direcionar recursos a projetos ligados a manifestações culturais regionais e à identidade nacional.
Renan Santos também defendeu um modelo de promoção de marcas brasileiras no exterior inspirado na trajetória da Coreia do Sul. Para o candidato, o Brasil precisa construir uma cadeia completa, que vai da produção de bens ao universo cultural, assim como os coreanos fizeram ao longo das décadas, passando da fabricação de navios ao consumo global de séries e produtos eletrônicos. Ele citou o café como exemplo, questionando por que o país, maior produtor mundial do grão, não possui uma marca internacional reconhecida associada ao Brasil.
Em relação ao Judiciário, Renan Santos defendeu uma reforma urgente no Supremo Tribunal Federal. Ele propõe o fim das decisões monocráticas, a proibição de escritórios ligados a ministros da corte e o fim do foro privilegiado que coloca casos de parlamentares sob julgamento direto do STF. Já em Maringá, cidade natal de Sergio Moro, o candidato teceu críticas ao ex-juiz, que disputa o governo do Paraná pelo PL, afirmando que Moro abriu mão de sua própria história ao se aliar a Flávio Bolsonaro.
Com informações de G1 Paraná.
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